08 de julho de 2026
Regional

Supostas bombas assustam região

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Garça - Uma ligação anônima, feita por volta das 8h30 de ontem, deixou os funcionários da Prefeitura de Garça assustados. O autor da ligação exigia R$ 5 mil para não detonar uma suposta bomba que estaria em algum canto, dentro do prédio municipal. Quem atendeu o telefonema foi o secretário de Administração Municipal, Ari Marino Filho. Segundo ele, a voz aparentava ser de uma pessoa jovem, que se identificou apenas como Rodrigo.

Caso a prefeitura não concordasse com a entrega do dinheiro, o terrorista ameaçava detonar a bomba às 9h30. O endereço onde deveria ser entregue os R$ 5 mil está sendo mantido em sigilo pela polícia. Sabe-se apenas que seria em um banheiro público, na região do Lago Artificial, na vila Williams. A polícia foi para o local, mas não teria notado a presença de nenhuma pessoa suspeita.

Mesmo suspeitando de que tudo não passava de uma brincadeira, Marino Filho entrou em contato com o prefeito José Alcides Faneco (PSDB) e contou-lhe o que estava acontecendo. Por medidas de prevenção, o prefeito achou melhor acionar a polícia, que em pouco tempo ocupou a praça Hilmar Machado de Oliveira, onde fica a prefeitura.

No local, o capitão Edvaldo Coev, comandante da Polícia Militar, avaliou que não havia necessidade de evacuar o prédio. Todos as salas foram vistoriadas e nada foi encontrado. Cestos de lixo, armários, arquivos, painéis de telefonia e de energia elétrica. Tudo foi averiguado.

Até mesmo a Força Tática de Marília, com policiais especialmente treinados para casos de atentado a bomba, foi deslocada para Garça. Entretanto, não foi preciso que entrassem em ação.

Na opinião do prefeito, a ameaça de ontem foi uma brincadeira de mau-gosto e que precisa ser investigada. Segundo ele, “coisas terríveis” estariam chegando cada vez mais perto da realidade pacata das pequenas cidades do Interior. Faneco se mostrou satisfeito com o serviço realizado pelas Polícias Civil e Militar.

“A possibilidade de que tenha sido apenas um trote é muito grande”, disse o delegado Valdir Tramontini, chefe do Serviço de Investigações Gerais (SIG). Segundo ele, a Polícia Civil está investigando o caso e se o autor da ameaça for identificado poderá receber uma punição de até dez anos de prisão.

Mas o mais provável, segundo Tramontini, seria a condenação por falso alarme, o que configuraria contravenção penal, cuja pena vai até seis meses de detenção. Caso a bomba seja encontrada e fique comprovado que houve crime de extorsão, a pena aumenta consideravelmente, podendo chegar aos dez anos.

Nascido em Garça, o delegado Tramontini disse que, em 37 anos de vida, essa foi a primeira vez que uma ameaça desse tipo foi registrada contra a prefeitura da cidade.

Como nada foi encontrado durante a vistoria interna do prédio, os policiais não descartaram também a possibilidade do telefonema ter sido apenas um artifício para desviar a atenção da polícia, enquanto outros crimes eram cometidos. No entanto, até o fim da tarde de ontem, nada de anormal, exceto a ameaça de bomba, havia sido registrado na cidade.

Fórum de Marília

Uma caixa amarrada com fios de nylon e encostada na parede do Fórum de Marília, do lado de fora, também mobilizou a polícia em razão da suspeita de ser uma bomba. O embrulho foi visto ontem de manhã por funcionários do Fórum.

A polícia foi acionada, mas a caixa só deve ser removida com a chegada de policiais do Grupo de Ações Tática Especiais (Gate) de São Paulo, hoje de manhã. Por causa da chuva que caiu sobre a Capital paulista, ontem a tarde, a equipe ficou impedida de levantar vôo. Desde que a caixa foi notada, todo o estacionamento do Fórum foi isolado pela polícia.