08 de julho de 2026
Geral

MST desocupa área na Nuno de Assis

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Trabalhadores Sem Terra (MST) desocuparam ontem o terreno às margens da avenida Nuno de Assis, na região central de Bauru. Por volta das 10 horas, eles retornaram a seus acampamentos em Promissão, Guarantã e Presidente Alves, onde irão discutir novas formas de pressão para o assentamento de cerca de 300 famílias já cadastradas pertencentes aos acampamentos Dandara e Argentina Maria, localizados na região de Promissão e Laodeonor de Souza, em Piratininga.

De acordo com o integrante do MST Ângelo Diogo Mazin, a reunião com o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Geraldo Leite, foi aquém das expectativas, apesar de o Incra não ter assumido nenhum compromisso com o Movimento.

Sobre as principais reinvindicações, segundo Mazin, o Incra não definiu datas para solucionar os problemas.

“Achamos que o superintendente não assumiu nenhum compromisso com o trabalhador. A reforma agrária está fora das prioridades em nível nacional. Nós vamos continuar pressionando.”

Sobre as ocupações que estão sendo prometidas pela coordenação nacional do Movimento caso os 16 líderes presos na invasão da Fazenda Córrego da Ponte, dos filhos do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), não sejam soltos, Mazin disse que aguarda instruções. “Nós ainda estamos aguardando orientação da coordenação nacional do movimento.”

O superintendente do Incra, Geraldo Leite, foi procurado para falar sobre o assunto. Sua assessoria informou que ele não podia conceder entrevista por estar participando de uma reunião.