O cineasta e escritor Billy Wilder morreu na noite de quarta-feira, aos 95 anos, de pneumonia, na Califórnia, Estados Unidos. A notícia foi divulgada ontem pelo produtor George Schlatter, amigo de longa data do diretor.
Verdadeira lenda do cinema, Wilder fez clássicos inesquecíveis como “O Pecado Mora ao Ladoâ€, “Quanto Mais Quente Melhorâ€, “Se Meu Apartamento Falasse†e “Farrapo Humanoâ€. Em 1945 e 1960 venceu o Oscar de melhor diretor.
Nascido na antiga Áustria-Hungria, Wilder trabalhou como jornalista em Berlim antes de se mudar para Hollywood em 1933, com a chegada de Hitler ao poder.
Em sua carreira, notabilizou-se pela direção de atores. Com o set de filmagem sob o seu comando, obteve algumas das melhores interpretações de Marilyn Monroe, como nas comédias “O Pecado Mora ao Lado†e “Quanto Mais Quente Melhorâ€. Seus filmes apresentavam uma ironia fina, sabia fazer o público rir com diálogos cheios de cinismo e situações cotidianas.
Apesar de ser inimigo do nazismo, tinha uma visão sobre o cinema que causava a ira de cineastas engajados e mais “artísticosâ€. Para ele, o cinema deveria ser antes de tudo entretenimento. “Eu apenas fiz filmes, que eu gostaria de verâ€, gostava de dizer. Um de seus mandamentos como cineasta era “nunca aborrecer as pessoasâ€.
(*) Com Agência France Presse