10 de julho de 2026
Cultura

Aos 95, morre o diretor Billy Wilder nos EUA

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 1 min

O cineasta e escritor Billy Wilder morreu na noite de quarta-feira, aos 95 anos, de pneumonia, na Califórnia, Estados Unidos. A notícia foi divulgada ontem pelo produtor George Schlatter, amigo de longa data do diretor.

Verdadeira lenda do cinema, Wilder fez clássicos inesquecíveis como “O Pecado Mora ao Lado”, “Quanto Mais Quente Melhor”, “Se Meu Apartamento Falasse” e “Farrapo Humano”. Em 1945 e 1960 venceu o Oscar de melhor diretor.

Nascido na antiga Áustria-Hungria, Wilder trabalhou como jornalista em Berlim antes de se mudar para Hollywood em 1933, com a chegada de Hitler ao poder.

Em sua carreira, notabilizou-se pela direção de atores. Com o set de filmagem sob o seu comando, obteve algumas das melhores interpretações de Marilyn Monroe, como nas comédias “O Pecado Mora ao Lado” e “Quanto Mais Quente Melhor”. Seus filmes apresentavam uma ironia fina, sabia fazer o público rir com diálogos cheios de cinismo e situações cotidianas.

Apesar de ser inimigo do nazismo, tinha uma visão sobre o cinema que causava a ira de cineastas engajados e mais “artísticos”. Para ele, o cinema deveria ser antes de tudo entretenimento. “Eu apenas fiz filmes, que eu gostaria de ver”, gostava de dizer. Um de seus mandamentos como cineasta era “nunca aborrecer as pessoas”.

(*) Com Agência France Presse