08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A INDIGNAÇÃO

Alzira Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

A cada carta que escrevo costumo dizer que será a última, visto não gerar reflexo concreto, além do benefício do desabafo.

Mas não dá para ficar silente e omisso, ante tantas barbaridades que vêm sendo praticadas pelos nossos “grandes” administradores públicos. Esqueceram-se todos (são tão poucas as exceções!) que ali foram colocados para administrar NOSSO dinheiro em coisas destinadas ao NOSSO bem-estar. Mas, não, o NOSSO dinheiro, arrecadado com o NOSSO suor, através de incontáveis impostos que NÓS pagamos, está sendo usado para proveito DELES e dos SEUS “assessores” e apaniguados. Um dia haverá de ser dado um basta a isso tudo.

Hoje recebi uma carta de um cliente (que aguarda pagamento de seu crédito através de precatório), que quase me fez chorar. Quanta dor e decepção deixou ele estampada na missiva! Sem identificá-lo, evidentemente, vejam alguns trechos: “Por incrível que pareça entra Governo, sai Governo, e nossos “DIREITOS” não são lembrados, não são cumpridos pelas autoridades, na verdade há um grande descaso dos governantes com nossos direitos”...”Na verdade somos verdadeiras “cobaias humanas” porque vivemos a mercê de leis que são criadas por ELES e por esse motivo ELES fazem o que QUEREM, e o pior, nada podemos fazer, porque lutamos, lutamos e nada conseguimos pois ELES próprios ditam e regem as regras.”...”Nós vivemos num campo de experiência, pois tudo devemos pagar em dia, isto é, na data exata, principalmente IMPOSTOS, que são absurdos, pois se nós não efetuarmos o pagamento em dia, aí sim, a LEI é aplicada rigorosamente sobre nós.”

É a mais pura verdade! O governador do nosso Estado prometeu, perante o presidente do Supremo Tribunal Federal, lá em Brasília, que em dezembro de 2001 terminaria de pagar os precatórios de, vejam bem, 1997. Deu uma “banana” para o Poder Judiciário e para nossa Constituição. Isso tudo nos leva, a cada dia que passa, a desacreditar mais e mais dessa classe! O substantivo “político” está se transformando em adjetivos proibidos de serem publicados... (Alzira Garcia - R.G. 2.428.990)