“Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha. Pois cada pessoa é única e não substitui outra†(Saint Exupéry).
“Bem-aventurados e felizes os puros de coração, porque verão a Deus†(Mt. 5-8).
Aos 28 dias do mês de novembro de 1938, o Pai sentiu que Seus filhos estavam sedentos da companhia de uma alma elevada, de um homem de bem, com o coração cheio de fé e esperança; fé nas palavras de Jesus e esperança de que todos vissem a luz resplandecente de Jesus. Deus deu o dom da vida a Antônio Jorge Lima.
O menino acolheu os ensinamentos de família. Jovem, soube perseverar diante das tentações do mundo e atendeu ao chamado do Pai, para servi-Lo. Entregou sua vida aos ensinamentos do Santo Evangelho, orando e agindo, semeando fé, mansidão e fraternidade. O missionário da Consolata andou pelo mundo em sua missão como mensageiro do amor.
Então o Pai sentiu que a Paróquia de Santa Luzia, em Bauru, necessitava de sua presença. Durante quatro anos fomos presenteados com a sua dedicação pastoral, a sabedoria adquirida através do tempo, a firmeza no caráter em relacionar-se com os fiéis. Seu jeito puro, simples e único de ser, muito ensinou a quem quis aprender. As pastorais começaram a se solidificar no propósito do Evangelho. A igreja-povo conheceu um mestre-pai-irmão.
Mas este mestre estava vivendo sua última etapa da missão na Terra.
Pe. Lima, sei que teu calvário foi cruel, mas com que mansidão o enfrentaste!
Foi vencido pelo mal da Terra, a doença que corrói o corpo, mas que certamente purifica o espírito.
Sua sede em viver era intensa, pois sentia o quanto a prática de sua pregação se faz necessária. Amou a vida, viveu-a em sua bela intensidade.
Mas... o Pai quis estar face a face com ele, junto de Seus anjos e santos. Partiu no dia 16 de abril do ano de 2001.
Hoje sei que o Pe. Lima é um guardião de orações, de fé e de bondade. Uma luz exemplar a ser imitada.
Sua memória em nosso meio é inesquecível e persuasiva a que caminhemos rumo ao Pai... (Maria Teixeira - RG: 11.610.091)