08 de julho de 2026
Polícia

Fiscalização é rígida para particulares

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Os veículos que fazem transporte escolar particular em Bauru são submetidos a vistorias rigorosas que os colocam entre os primeiros do Estado no quesito qualidade do serviço oferecido aos clientes. A informação é do presidente da Associação dos Condutores de Transporte de Escolares do Município de Bauru (Acotemb), Vitor Moreira Tallão.

Para circular em Bauru, os veículos de transporte escolar particular devem passar semestralmente pela vistoria da 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). Para obter o alvará, os microônibus, vans ou kombis têm, ainda, que recadastrar-se anualmente na Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

O objetivo das vistorias é verificar o cumprimento das normas de segurança e dos equipamentos obrigatórios. São checados pneus, extintor de incêndio, cintos de segurança (deve haver um para cada passageiro), sistema de freio, parte elétrica, fechaduras das portas e aberturas dos vidros.

Tallão destaca que os vidros devem ter uma trava de segurança que permite abertura de apenas dez centímetros, impedindo que as crianças coloquem o corpo para fora do veículo.

Em Bauru, a frota oficial de veículos que fazem transporte escolar particular é de cerca de 120 carros. Tallão destaca que cerca de 50% da receita dos transportadores são investidos em segurança e manutenção. “Por isso o nosso índice de acidentes é zero. Há cerca de dois anos foi registrado o último acidente, em que um ônibus coletivo bateu num veículo escolar”, afirma.

O presidente da associação alega que a maior parte dos veículos dispõe de uma pessoa que ajuda o motorista no monitoramento das crianças.

Iolanda Damasceno Ramos trabalha há 32 anos no transporte escolar particular e afirma que é necessária muita atenção. “Temos que estar sempre atentos. Eles brigam, levam fósforos, às vezes objetos cortantes e podem se machucar. Num ônibus, que é maior, é necessário mais atenção ainda”, ressalta.

José Aparecido Godeguezi, também no ramo do transporte escolar há mais de 20 anos, conta que muitas vezes é necessário parar o veículo para chamar dar orientações às crianças e prosseguir o trajeto com segurança. “Criança é imprevisível. Eles querem colocar a mão para fora, por isso sempre temos que colocar um ajudante para olhar. O motorista também tem que olhar sempre pelo retrovisor porque também dá para monitorar”, expõe.

Para Tallão, os ônibus que fazem o transporte escolar público não oferecem as condições ideais de segurança aos estudantes. “São ônibus velhos que faziam o transporte circular e foram adaptados. São veículos sucateados, sem conforto. Como eles são grandes, fica difícil o motorista ou mesmo um ajudante tomar conta.

A secretária municipal de Educação, Isabel Algodoal, disse que o serviço de transporte escolar prestado pelo Município também é submetido à fiscalização da Emdurb, mas não soube informar detalhes sobre as exigências já que o trabalho é terceirizado.