Um dos acusados de ser um dos maiores e mais procurados traficantes de maconha de Bauru foi preso ontem pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Através dele, a polícia apreendeu oito quilos da droga. Ele e seu assistente foram autuados em flagrante por tráfico.
As investigações que culminaram com a apreensão e prisões tiveram início há mais de 30 dias. Uma denúncia feita à Dise informou sobre o comércio ilícito no Parque Santa Cândida. O local indicado passou a ser observado pela equipe da Dise. Ontem, investigadores estiveram na casa de N.C.L., 36 anos, (só iniciais do nome divulgadas pela polícia) tentando comprar a droga.
Ele negociou o preço da maconha e efetivou a venda. A entrega da droga ao cliente era feita por um outro rapaz, o pedreiro, C.A.B. de 31 anos (só iniciais do nome divulgadas). A equipe de investigações foi buscar a droga com C.A.B., que desenterrou três pequenos pacotes e apontou um matagal no Parque Santa Cândida (próximo à saída para Marília), onde havia seis pacotes maiores da mesma droga enterrados.
Os nove pacotes de maconha totalizaram oito quilos, que no mercado ilícito vale aproximadamente R$ 3 mil. A maconha tem um preço médio de R$ 400,00 o quilo. Os dois presos C.A.B. e N.C.L. foram autuados em flagrante por tráfico, artigo 12 da Lei 6.368/76 e por se associarem para o tráfico, artigo 14 da mesma lei.
N.C.L. só comercializava grandes quantidades de maconha, segundo o delegado titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos. “Ele só vendia tijolos de, no mínimo, meio quiloâ€, explica.
Informações extra-oficiais dão conta de que era ele quem abastecia vários pontos de venda da droga na cidade. O delegado não confirma a informação. “Não temos provas disso. Sei que ele não vendia no varejo; só no atacado, tanto que os tijolos menores pesavam cerca de meio quiloâ€, frisa.
Senha
Um novo sistema de vendas de maconha foi adotado pelo acusado preso ontem, segundo a Dise. A droga ficava escondida em um matagal e o responsável pela entrega era uma terceira pessoa.
De acordo com a Dise, N.C.L. era a pessoa que vendia e recebia o dinheiro. C.A.B. era quem fazia a entrega mediante uma senha. O comprador fechava o negócio e recebia a senha. Com ela, seguia para a casa do C.A.B. e pegava a mercadoria.
A Dise apreendeu, em uma semana, 15 quilos de maconha. “Estamos trabalhando para apreender grandes quantidade e prender os traficantes maiores que representam maior perigo para a sociedadeâ€, diz José Henrique Gomes dos Santos, delegado da Dise.