09 de julho de 2026
Política

PSDB elegerá coordenadoria regional

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da executiva municipal do PSDB, Ricardo Carrijo, anunciou, ontem, que o partido vai rearticular sua coordenadoria regional. A formação da instância, porém, será diferente daquela que foi destituída no ano passado, composta por apenas uma pessoa. A eleição que indicará os integrantes da coordenadoria será realizada durante reunião regional dos tucanos, agendada para o próximo dia 13, em Bauru, no Obeid Plaza Hotel.

A instância terá jurisdição em cerca de 30 municípios da região. Segundo Carrijo, a coordenadoria será formada por parlamentares, prefeitos, vices, vereadores e líderes de bancadas de Câmaras Municipais sob sua abrangência. O grupo também terá um representante da Juventude do PSDB e outro da ala feminina do partido.

Depois, os tucanos vão indicar os membros do conselho executivo do órgão partidário, que é quem vai executar as suas deliberações. A instância será formada por sete integrantes: um prefeito, um vereador, um presidente de diretório municipal, um membro do diretório estadual, outro da Juventude do PSDB, mais um da ala feminina e um parlamentar (no caso o deputado estadual Pedro Tobias).

Carrijo afirma que os tucanos gostaram da idéia de terem uma coordenadoria regional composta por um colegiado ao invés de centralizar as decisões numa única pessoa. “Com isso, as discussões e decisões serão mais participativas”, avalia.

O presidente da executiva municipal do PSDB explica que a reconstituição das coordenadorias regionais foi decidida em reunião do diretório estadual. Ele garante que a proximidade das eleições de outubro não influenciou na reorganização das instâncias, 47 em todo o Estado.

“A finalidade das coordenadorias regionais é estritamente partidária. O objetivo é fortalecer o partido regionalmente através de ações que resultem no seu crescimento.” Carrijo avalia, ainda, que a iniciativa tucana já é uma preparação para a instituição do voto distrital, modelo de eleição que encontra-se em discussão no Congresso Nacional e que poderá vir a ser aplicado em 2006.

Trata-se de uma eleição na qual os candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembléia Legislativa serão eleitos pelos distritos (regiões) a qual pertencem. Com isso, chegará ao fim o personagem dos páraquedistas - candidatos de outras regiões do Estado que conseguem votações expressivas em redutos eleitorais alheios e que, depois de eleitos, nada fazem por eles.