A Secretaria Municipal da Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), em conjunto com a Vigilância Epidemiológica da Direção Regional de Saúde (DIR-10), vai promover, na quarta-feira, o 2.º Encontro de Atualização de Profilaxia da Raiva, com a participação do Instituto Pasteur, de São Paulo.
Trata-se de um encontro regional destinado aos profissionais de saúde da rede municipal – clínicos e pediatras, enfermeiros e veterinários -, aberto aos profissionais que quiserem participar, especialmente os neurologistas, uma vez que as manifestações da raiva são basicamente neurológicas.
Segundo dados da diretora do Departamento de Saúde Coletiva, Maria Helena Abreu, no ano passado foram notificados na cidade 1.640 acidentes envolvendo animais que podem transmitir a raiva (cães, gatos e morcegos), a maioria com crianças.
Do total de casos notificados em Bauru, 1.211 pessoas passaram somente por observação; 429 passaram por algum tipo de tratamento; 149 receberam soro e vacina; e 281 somente a vacina.
O objetivo do encontro é discutir a questão técnica trabalhando diagnóstico e prevenção (uma vez que não existe tratamento para a doença quando ela se manifesta), com o intuito de buscar uma atuação maior no controle do número de ocorrências e melhorar a conduta dos profissionais para que estejam ainda mais atentos aos perigos e ao diagnóstico da raiva.
Para os casos diagnosticados da doença, os profissionais seguem normalmente uma norma de conduta do Ministério da Saúde e Instituto Pasteur que se divide em três tópicos: observação do animal durante dez dias, no casos de cães e gatos.
No entanto, uma preocupação crescente é com relação ao aumento de casos com a transmissão por morcegos (neste caso torna-se impossível a observação) observação do animal e aplicação de vacina observação do animal e aplicação de soro e vacina. Tanto nas unidades da rede quanto nos consultórios as vacinas e os soros são fornecidos pelo Poder Público.