08 de julho de 2026
Geral

Perroni diz ser perseguida no Condeca

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

A presidente do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (Condeca), Maria Moreno Perroni, procurou o Jornal da Cidade para apresentar documentos que embasariam sua tese de que as tentativas de afastá-la do cargo não passariam de briga política. “Essa guerra começou há um ano, quando o PT de São Paulo perdeu a presidência do conselho para mim”, afirma.

Conforme matéria publicada na edição do último dia 4 do JC, membros do Condeca, apoiados pelo deputado estadual Renato Simões (PT), querem afastar Maria Perroni do cargo de presidência ocupado por ela desde o início de 2001. O motivo seriam denúncias de irregularidades no processo que a elegeu e problemas de prestação de contas aos conselheiros.

Segundo consta em um fax enviado pelo deputado estadual José Carlos Stangarlini (PSDB) - que está sendo encaminhado à imprensa e que foi apresentado ao JC por Maria Perroni, ontem -, existiriam alguns conselheiros da sociedade civil que teriam a intenção de fazer do Condeca “um palco de batalha política”.

De acordo com o deputado, as últimas medidas aprovadas pela maioria dos membros do Condeca seriam motivo de orgulho e prestígio para o Estado de São Paulo. Entre elas, a aprovação de mecanismos de aprimoramento dos controles de destinação dos recursos públicos que gerencia.

Stangarlini ainda cita, no fax, que a destinação de R$ 2,8 milhões repassados pelo governo para projetos de 167 municípios do Estado (conforme divulgado pelo JC) teria sido aprovada druante reunião plenária do conselho, realizada em dezembro de 2001.

“Essa destinação foi aprovada, durante a plenária, pela maioria dos integrantes do conselho, incluindo parcela majoritária de representantes da sociedade civil”, assinala o deputado.

Na entrevista concedida anteriormente ao JC, a conselheira estadual Célia Aparecida de Souza disse que o repasse teria sido aprovado somente pela mesa diretora do Condeca.

No documento enviado a Maria Perroni, o deputado Stangarlini também afirma que teria havido “a mais absoluta lisura no processo eleitoral dos representantes da sociedade civil e da mesa diretora do Condeca. Segundo ele, todos os requisitos legais e regimentais teriam sido observados.

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Maria Perroni diz que não permitirá que pessoas ligadas a partidos políticos denigram a imagem dela.

“Crianças e adolescentes não têm bandeira política e não podem ser prejudicados por brigas político-partidárias. Se as pessoas que me acusam acham que o processo eleitoral que me elegeu foi irregular, por que não entraram na Justiça há um ano atrás? A Procuradoria do Estado já alegou a legitimidade do meu cargo”, enfatiza a presidente do Condeca.

De acordo com Perroni, quando foi convidada para fazer parte do conselho, ela já trabalhava na Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado.

“Para me candidatar ao cargo, eu precisava estar ligada a alguma entidade social de atendimento regional à criança e ao adolescente e eu fazia parte do fórum de Erradição do Trabalho Infantil em Bauru, o qual eu criei. As pessoas ligadas a esse Fórum foram a São Paulo para me eleger. Então, eu fui representando a sociedade civil, não o governo. Fui eleita e nem mesmo os que me acusam agora, questionaram minha candidatura”, destaca.