O servente de pedreiro Adilson Avelino, 21 anos, morador do Jardim Ivone, foi morto com um tiro na nuca na noite de anteontem, aproximadamente às 22h10. O rapaz foi encontrado baleado a poucos metros de sua casa, que fica na quadra 4 da rua Rosângela Vieira Martins. Este é o 14.º homicídio registrado este ano em Bauru. Só neste mês, foram três.
De acordo com os irmãos do rapaz - Moacir e Francilene Avelino, 31 e 19 anos, respectivamente -, Adilson saiu de casa com um homem conhecido como “Dinhoâ€. A irmã afirmou que “Dinho†estava armado ao sair. Após alguns instantes, os familiares ouviram dois disparos de arma de fogo. Posteriormente, foi verificado que a arma utilizada foi um revólver de calibre 22.
Moacir saiu de casa e viu o irmão caído no chão com sangramentos na cabeça. Ele o socorreu até o Pronto-Socorro Municipal do Mary Dota. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, a vítima teve que ser transferida ao Pronto-Socorro Municipal Central, onde chegou já sem vida.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e requisitou o trabalho dos policiais da área técnica. Foi solicitado um exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML), cujo resultado não havia sido divulgado até a tarde de ontem. As testemunhas e os policiais não souberam informar em que parte do corpo o segundo tiro atingiu o rapaz.
De acordo com o tenente Alessandro Rosseto da Silva, comandante da Base Comunitária Leste, Adilson tinha passagem pela polícia, mas o motivo do crime é desconhecido. Ele acredita que o homicídio esteja relacionado a uma briga que aconteceu num bar do Jardim Ivone, na última semana. A polícia já tem suspeitos do crime, que estão sendo procurados.
O tenente acrescenta que a região do Jardim Ivone é problemática por ter uma pequena favela. “A favela sempre esconde pessoas foragidas e drogas. Até porque é difícil o poder público chegar no local. Não existe pavimentação, não há identificação de moradores nem número das casasâ€, diz.
O último homicídio registrado no local, no entanto, aconteceu há cerca de seis meses. Os crimes mais comuns são de agressão mútua.