Avaí - Pescadores e poder público estão unidos em torno de uma causa nobre e apesar da parceria não estar totalmente oficializada, já vem mostrando resultados práticos, como a soltura de 3 mil alevinos no rio Batalha, ocorrida na última sexta-feira. Além de repovoar o rio, o objetivo é trabalhar pelo reflorestamento da mata ciliar, até o ponto onde o Batalha desemboca no rio Tietê.
O trabalho está sendo desenvolvido entre a Associação dos Pescadores de Avaí e a Prefeitura Municipal. Para alcançar o objetivo, os parceiros do projeto estão fazendo um levantamento dos principais problemas causados pelo desmatamento das margens dos rios, como o assoreamento do leito. Normalmente o assoreamento é provocado pelo acúmulo de areia no fundo do rio, que, aos poucos, vai ficando mais raso e por conseqüência dificultando a sobrevivência dos peixes.
A associação dos pescadores já existe há quase um ano. Mas para poder constituir parceria com a Prefeitura será preciso que a ela exista juridicamente, o que está sendo providenciado.
Para a aquisição dos alevinos que foram soltos no rio na semana passada, o prefeito Reinaldo Rocha (PSDB) elaborou e os vereadores aprovaram um projeto autorizando a compra. Na sexta-feira de manhã, membros da Associação dos Pescadores e do poder público foram para o rio e fizeram a soltura de lambaris, pacus e piaparas.
“São os primeiros de um trabalho que pretendemos levar seriamente adiante†disse o prefeito acrescentando que espera-se também a conscientização de pescadores da região que costumam ir ao local e também de proprietários rurais, na manutenção e preservação da vegetação nativa. “Tão importante quanto os peixes de volta no rio, é a manutenção da mataâ€.
O Batalha corta o município de Avaí numa extensão estimada entre 60 e 90 quilômetros. Um levantamento mais detalhados, a ser efetuado nos próximos meses, deverá apontar esse dado com exatidão, adianta o prefeito Rocha.
Viveiro
Para reflorestar as margens do rio será preciso, antes de mais nada, um local adequado para cultivar as mudas de árvores. Com a parceria que está sendo firmada, essa tarefa ficaria sob a responsabilidade da Prefeitura, que já possui um viveiro de mudas, ainda pouco explorado.