Ou os “sem-ninguémâ€, ou os “sozinhosâ€, como quiserem. Gostaria muito de fundar uma “confraria†ou uma associação dos “sem-famíliaâ€, ou seja, sem família realmente, ou com filhos que não comparecem, como é o meu caso, para que no próximo fim de ano, Natal, passemos juntos. Para que os conhecidos não nos chamem para a ceia, porque embora queridos, aquela não é a nossa família. Aí teríamos uma “família dos sem-família†confraternizando. Um fazendo companhia ao outro e tentando ser feliz. Tentando não lembrar que não é lembrado. Aí sim, seria Natal, Ano Novo, Carnaval, Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais, acompanhados. Estes, para os “sem-ninguém†são os piores dias do ano.
Gostaria de ser lida e apoiada pelos meus “confradesâ€. E não pensem que não pesquisei. Perguntei, indaguei se na noite de Natal eu não poderia passar num asilo, etc. Não obtive informação. Sei que é duro escutar: “com quem você vai passar o Natal?†e não ter o que responder. Lógico que sempre há amigas que nos convidam para a ceia, mas não é a mesma coisa. (C. Magalhães - RG: 3.399.104)