09 de julho de 2026
Política

Para sindicato, decisão reflete antidemocracia

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Os dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) criticaram, ontem, a decisão do prefeito Nilson Costa (PPS) de suspender as negociações da campanha salarial, em retaliação à paralisação-relâmpago realizada em diversos setores da Prefeitura desde a última segunda-feira.

“Foi uma decisão antidemocrática o corte do diálogo. Afinal, o Sinserm representa seis mil servidores públicos municipais”, diz Sônia Carvalho, diretora da entidade. Para a dirigente sindical, o ideal seria o prefeito se sensibilizar com a manifestação da categoria.

“Eles estão demonstrando com a paralisação-relâmpago que estão insatisfeitos com os 7% de reposição salarial. As adesões são de 100%.” Ela defende que Nilson deveria se reunir com a direção da entidade para ouvir a posição da categoria. “A radicalização só vai piorar as coisas. Com certeza, as paralisações vão continuar”, avisa.

A sindicalista diz que a administração tem por obrigação constitucional oferecer de reposição salarial pelo menos a inflação acumulada do ano passado, que foi de 11%.

“Durante as paralisações, alguns servidores já falam em greve geral. E nós não estamos sendo radicais. Descemos nossa proposta dos 52% para 11%. O vale-compra dos R$ 160,00 para R$ 137,00. Fizemos as nossas concessões e mostramos boa vontade. E o prefeito, até agora, não fez nenhuma.”

Sônia diz que alguns funcionários da Prefeitura denunciaram que estão sofrendo pressões e ameaças devido à paralisação-relâmpago. “Há um ambiente de terror. Como podem cortar o dia de um servidor que já picou o cartão só pelo fato dele paralisar suas atividades por uma hora?”, questiona.

A dirigente sindical avisa que a categoria vai se reunir na próxima sexta-feira para avaliar a situação e os rumos que a campanha salarial vai tomar. “Do jeito que está indo, a situação poderá piorar. A categoria está muito insatisfeita com o prefeito.”