09 de julho de 2026
Política

Nilson pára negociação com Sinserm

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa (PPS) determinou ontem ao secretário municipal de Administração, Luiz Freitas, a suspensão das negociações com os dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), que está em plena campanha salarial. As reuniões semanais entre a Prefeitura e o Sinserm eram realizadas às quintas-feiras.

Os dirigentes da entidade foram comunicados da decisão através de um ofício assinado pelo secretário de Administração. A principal alegação de Nilson e de Freitas para a suspensão das negociações com o Sinserm é a paralisação-relâmpago de diversos setores da Prefeitura, que ocorre desde a última segunda-feira.

O sindicato reivindica a aplicação de mais 4% de reposição nos salários da categoria, além dos 7% já concedidos pelo prefeito. Nilson, no entanto, afirmou, em reunião realizada semana passada com os dirigentes sindicais, que o índice aplicado é o limite suportado pela administração.

Sem opção, restou à entidade sindical mobilizar os servidores através de paralisação-relâmpago para pressionar o prefeito a atender a reivindicação. Além de não aceitar negociar sob pressão, Nilson determinou a suspensão das negociações.

Sem clima

Para o secretário de Administração, o comportamento adotado pelo sindicato pôs fim ao clima das negociações. “Com esse clima, não há condição para se negociar nada. É impossível sentar e conversar sob pressão”, avalia.

Freitas entende que durante uma negociação “um lado não pode jogar pedra no outro”. “Do jeito que está, não tem como avançar. O sindicato precisa dizer à população e ao servidor se aceita ou não os 7%. Não existe essa história de dizer que aceita e depois vai negociar o resto.”

Ele reforça que o índice já aplicado nos salários da categoria é o que é possível a Prefeitura suportar financeiramente. “A reposição que foi aplicada garantirá à categoria o recebimento do salário em dia, do 13º salário no final do ano e de outros benefícios. É o que permite o equilíbrio financeiro do caixa.”

O secretário enfatiza que nenhuma categoria do País conseguiu reposição salarial nos moldes do reivindicado pelo Sinserm, ou seja, a inflação total apurada no ano passado - cerca de 11%. “Essa questão do reajuste é nacional. Nem petroleiros e nem metalúrgicos conseguiram repor a inflação. Os salários estão baixos no País todo.”

Freitas destaca que, além dos 7% de reposição, os servidores serão beneficiados, também, com melhorias no dia-a-dia do serviço, através da aquisição de equipamentos de proteção individual, uniformes e veículos.

Ele explica que um servidor que ganha salário de R$ 266,23 tem um custo final para a Prefeitura de R$ 680,00 levando-se em consideração o pagamento de benefícios como plano de assistência médica e hsopitalar, transporte e o fornecimento de alimentação. “Aumentar o índice de reposição não significa dizer que será o salário que vai ser reajustado. O conjunto todo de cálculos sofre alterações.”