08 de julho de 2026
Polícia

Sindtran pede blitze em ônibus

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Afirmando que os assaltos a ônibus coletivo em Bauru estão tornando-se mais violentos, Elias Pinheiro da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sindtran), cobra maior atuação da Polícia Militar. Ele pede a realização de blitze nos veículos para coibir os assaltos.

De acordo com o sindicalista, a PM deixou de fazer blitze constantes, o que teria contribuído para o aumento da violência nos roubos. “Neste mês já foram registrados 25 assaltos a ônibus, o que dá uma média de dois por dia. Só nesta semana, um cobrador saiu do assalto com uma fratura de nariz e um motorista, além de sofrer arranhões de faca nas costas, teve dinheiro, documentos, incluindo a carteira de motorista, levados. Em função disso, ele nem está trabalhando”, conta.

Para Silva, se a PM fizesse blitze periódicas nos ônibus, os assaltos seriam mais raros. “Os assaltos não ocorrem mais só em pontos finais da linha e à noite. Agora, até durante o dia e em plena área central da cidade ocorrem assaltos. A situação não é tão grave como há mais de um ano, quando houve aquele pico de assaltos, mas volta a preocupar por causa da violência empregada. Na época do pico de assaltos, a PM fez blitze nos coletivos e o número de ocorrências caiu consideravelmente. E é isso que queremos a volta das blitze”, diz.

O tenente Hudson Covolan, comandante do Tático-4, garante que as blitze continuam sendo feitas como na época de pico dos assaltos a ônibus. “Em janeiro, só os policiais do Tático, sem contar as equipes das bases comunitárias, fizeram 98 abordagens a ônibus; em fevereiro, 120 e em março, 117”, afirma. As blitze são feitas aleatoriamente nos coletivos, em horários, linhas e locais alternados.

Nas abordagens, os policiais entram no ônibus, observam os passageiros e, se há algo suspeito, pedem para os homens descerem e revistam bolsas. “Fazemos as blitze com freqüência porque além de coibir os assaltos, é uma forma de flagramos outros crimes, como o tráfico de drogas e o porte de armas”, ressalta Covolan .