Apesar do clima de campanha eleitoral na região para a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo e das visitas que ele tem feito às cidades do Estado, o governador ainda não assumiu sua candidatura. Em visita à cidade de Duartina ontem, ele disse que a questão da segurança é o grande desafio de seu governo.
O motivo da visita foi a entrega de 19 microônibus escolares para cidades da região - entre elas Bauru, Agudos, Iacanga, Piratininga e Presidente Alves -, assim como de maquinários da Patrulha Rodoviária Agrícola. Alckmin ainda esteve em Garça, onde repassou à Prefeitura local 10 viaturas para a Polícia Civil.
Ele admitiu que a questão da segurança ainda é o grande desafio de seu governo e disse acreditar no empenho da polícia, que em 90 dias (de janeiro até a semana passada) deteve 3,8 mil pessoas no Estado. Alckmin enfatizou, ainda, os investimentos feitos recentemente na área da segurança com compra de carros, coletes à prova de balas e armas. “Está havendo um esforço sem parar. Essa é uma guerra longa, uma guerra dura, que não pode ter descanso e tem que se vencer uma batalha todos os diasâ€, destacou.
O governador afirmou que não acredita que a transferência de presos do Carandiru para o Interior represente a transferência de problemas para outros municípios do Estado. â€œÉ uma questão de segurança. Em nenhum lugar do mundo se tem penitenciárias com mais de 700 presosâ€, alega.
Reeleição
Com respostas evasivas à equipe de reportagem, Alckmin não assumiu sua candidatura à reeleição para mais um mandato no comando do Governo do Estado de São Paulo. “A convenção é no dia 30 de julho. Só tem candidato depois da convençãoâ€, limitou-se. Ele afirmou, no entanto, que seu nome está à disposição para que o partido tenha a liberdade de fazer a escolha. “Me preparei para tamanha responsabilidade e tive uma boa escola que foi o governador Mário Covasâ€, disse.
O governador negou-se a falar sobre possíveis aliados para composição de chapa na provável candidatura ao Governo do Estado. Ele disse que a possível obrigatoriedade das coligações estaduais serem iguais às do plano federal não atrapalharia o PSDB no Estado de São Paulo. “Não prejudica porque se tiver verticalização você procura reproduzir em São Paulo a aliança nacional. Se não tiver verticalização, a aliança pode apenas ficar mais amplaâ€, expôs.
“Eu acho que a decisão do TSE de verticalizar não é errada, mas eu acho que ela deveria ter sido tomada antes de outubro do ano passado. Há um princípio constitucional de que um ano antes da eleição não pode mudar regras da eleição. Mas independente disso, eu acho que a possibilidade de aliança aqui no Estado é muito boaâ€, acrescentou.
Alckmin também posicionou-se com tranqüilidade em relação à candidatura de José Serra à presidência da República. “Quando ele tinha 4% eu nunca me preocupei. Eu tinha certeza de que ele iria crescer. Pesquisa há oito meses das eleições têm valor matemático, mas não tem valor político. Estatisticamente está correto mas, politicamente, o povo não está ligado na eleiçãoâ€, acredita.