09 de julho de 2026
Polícia

Frota da Polícia Militar é utilizada em excesso gerando alto custo em consertos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A frota da Polícia Militar está em movimento 24 horas - troca-se o efetivo, mas o veículo é o mesmo. Para manter os carros em perfeito estado de conservação seria preciso trocar a frota a cada dois anos. A renovação ocorre, geralmente, de quatro em quatro anos, na maioria das vezes quando tem eleição.

Rodando 24 horas, os veículos, após 12 meses de uso, necessitam de consertos. Reparos que, na maioria das vezes, apresentam custos altos, não compensatórios e as baixas das viaturas é uma rotina nos batalhões.

No 4.º BPMI, por exemplo, há 148 viaturas, a maioria fabricadas em 96 e 97, com cerca de cinco anos de uso. Só neste mês, sete delas foram colocadas fora de circulação porque não compensa consertá-las.

O comandante do 4.º BPMI, coronel Eliseu Eclair Teixeira Borges admite que a troca deveria ser feita a cada dois anos. “O desgaste é muito grande. Em média, das 148 viaturas do batalhão, 30% vão para o conserto todos os dias.”

A manutenção das viaturas é algo que custa caro para a polícia. “São consertos de custo alto. Alguns nem compensam. A comunidade apóia oferecendo serviços. Temos um mecânico só para efetuar os reparos, mesmo assim não damos conta.”

Além dos veículos de quatro rodas, a PM utiliza as motos e bicicletas como alternativa para o patrulhamento. Ele diz que aguarda, para este mês, a chegada de seis viaturas novas que devem ser entregues pelo governo do Estado.

Viaturas & Homens

O efetivo da polícia tem que ser proporcional ao número de viaturas e vice-versa. Afinal, homens sem meios de locomoção não resolvem o problema da violência urbana e viaturas sem policiais ficam na garagem.

Especialista em segurança pública, o coronel da reserva Nilson Giraldi explica que a quantidade de viaturas depende do número de homens e os dois estão atrelados ao índice de violência,. Para ele, os investimentos do Estado devem ser direcionados para as áreas onde a violência é maior. “Não basta comprar viaturas. É preciso ter homens para trabalhar com elas.”

Na opinião do especialista, as motos e as “bikes” são meios extraordinários para o policiamento ostensivo. “Ambos os veículos permitem o acesso a locais onde normalmente os veículos de quatro rodas não podem entrar. A manutenção é mais barata e o tráfego é facilitado.”