11 de julho de 2026
Polícia

Homem confessa ter matado dono de padaria do Jardim Petrópolis

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Wagner Francisco de Paula, 31 anos, confessou, ontem, que matou, no último dia 2 de março, o comerciante Odilon Ferri, 53 anos, dono de uma padaria no Jardim Petrópolis. Ele está preso temporariamente, sob a acusação de latrocínio (roubo seguido de morte) por solicitação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru.

Paula foi preso em Panorama, onde estaria desde à data do crime, e foi transferido para Bauru ontem pela manhã, sendo encaminhado para a Cadeia Pública. De acordo com o delegado titular da DIG, J.J. Cardia, o rapaz confessou que matou Ferri, mas nega que tenha entrado na padaria para roubar. “Ele alega que matou o dono da padaria por uma desavença entre os dois”, diz Cardia.

A polícia apurou, na ocasião, que Ferri foi baleado em uma tentativa de roubo em seu estabelecimento praticada por um homem e um adolescente. O comerciante morreu no Hospital de Base dias após ser ferido. Após o crime, ao investigar o caso, a equipe de homicídios da DIG chegou a um rapaz de 16 anos, que contou que o autor do tiro foi Paula, que estava em Panorama.

Cardia solicitou e a Justiça concedeu a prisão temporária de Paula, por 30 dias. Na madrugada de ontem, o rapaz foi preso em Panorama, pelo delegado Davi de Oliveira. Na DIG, em depoimento, Paula disse que no dias 2 saiu de sua casa com um revólver que havia comprado na feira do rolo com a intenção de matar Ferri porque vinha sendo ameaçado por ele.

Na versão de Paula, 15 dias antes dos fatos, ele estava caminhando pela rua e acabou todo sujo de barro quando Ferri passou pelo local em uma perua. Os dois teriam tido uma discussão com ameaças mútuas, que voltaram a ocorrer por mais duas vezes, sempre na via pública. Por esse motivo, Paula disse que decidiu matar o comerciante.

O acusado afirma que saiu de casa já com a arma com destino à padaria e encontrou o adolescente, que é seu amigo e decidiu acompanhá-lo. “O acusado diz que entrou na padaria e sacou o revólver logo que avistou a vítima. Como os dois estavam muito perto, a vítima, segundo ele, segurou o revólver, quando o adolescente a acertou com um soco. Ele afirma que efetuou um tiro e saiu do lugar correndo, sem saber onde a vítima havia sido atingida. Disse, ainda, que perdeu a arma na fuga, ao passar por um terreno baldio”, conta Cardia.

Agora, a DIG enviará o caso para o distrito policial da área do crime para instaurar inquérito. “Ele está sendo acusado de latrocínio, apesar de ter confessado que matou por desavença pessoal. No inquérito, será pedida a prisão preventiva, para que fique detido até o julgamento”, diz Cardia.