08 de julho de 2026
Regional

Funai desmente exoneração de Sá

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A Fundação Nacional do Índio (Funai) de Bauru desmentiu ontem o pedido de exoneração de Rômulo Siqueira de Sá, administrador regional da entidade. A informação de que Sá havia pedido afastamento partiu dos índios da Aldeia de Araribá, que fica na cidade de Avaí, após uma reunião na manhã de anteontem.

Amauri Vieira, chefe de serviço de administração da Funai, foi quem se pronunciou em nome do administrador substituto, Gilberto Abreu Amaral. Vieira disse que Sá está na Aldeia de Bracuí, em Angra dos Reis, prestando serviços para a entidade, e só deve voltar ao seu posto em Bauru na próxima segunda-feira.

Quanto à exoneração, Vieira afirma que, se há uma decisão oficial por parte de Sá, a Funai ainda não foi avisada. “Oficialmente não tem nada disso; nenhum encaminhamento oficial foi feito ontem ou hoje pelo Rômulo”, declara. Ele explica que, para o administrador pôr o cargo à disposição oficialmente, é necessário avisar a direção da entidade, em Brasília. â€œÉ um documento endereçado ao presidente da Funai. Daqui da Funai (de Bauru) não saiu isso”, reitera.

Como a afirmação de que Sá teria pedido exoneração partiu unicamente dos índios, Vieira ressalta que só o próprio administrador poderia, na segunda-feira, esclarecer o assunto.

Na reunião de ontem, em Araribá, o procurador da República André Libonati também esteve presente. Segundo ele, no papel de mediador. O procurador afirmou à reportagem do JC que, no entanto, havia deixado a reunião antes do fim, e não testemunhou o suposto pedido de exoneração de Sá.

Impasse

Os índios de Araribá requisitaram a reunião de anteontem porque não aceitaram a troca de cargos de confiança promovida por Sá no início do mês.

Edenílson Sebastião, conhecido como Chicão, foi transferido da chefia do Posto Kopenoty para a chefia Serviço de Assitência ao Índio, que funciona na regional Funai. Mário de Camilo, por sua vez, saiu da chefia na regional para ocupar o comando do Posto Kopenoty.

Para Vieira, a alegação dos índios de que Sá não consultou ninguém para promover a troca não é motivo para tanto descontentamento. “Aquilo que era, na verdade, um ato administrativo normal acabou virando essa celeuma toda que está se vendo aí”, observa.

Segundo Vieira, o cargo que Sá ocupa lhe permite fazer essa troca de funções sem nenhum impedimento legal. â€œÉ uma competência clara, cristalina, de qualquer dirigente de órgão público”, resume.

Procurado ontem pela reportagem na Aldeia de Bracuí, por telefone, Rômulo Sá não foi encontrado.