08 de julho de 2026
Articulistas

Escolas, vítimas também!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

A volumosa classe estudantil, disseminada no País inteiro, está experimentando, pesarosamente, um problema que - pensava - jamais viesse a sofrer na própria carne. Sua denominação: insegurança pessoal, que passou a existir entre nós depois que a violência começou a acontecer na esferas urbanísticas e derivou violentamente rumo ao âmbito dos estabelecimentos de ensino, de todas as categorias, para os quais partiram os criminosos rumo a todas as formas de delitos sociais como assaltos a alunos, professores e funcionários, bem assim tentativas de estupros, a tudo se acrescentando furtos de automóveis, motocicletas e toca-fitas. Afirmam os estudantes que suas preocupações, que se circunscreviam até há pouco somente ao seu campo de aprendizado, do qual dependiam ou dependem para completar seus cursos e receber diplomas, agora são abaladas por outra, que consideram pior, quais sejam os atentados e danos a que são acometidos amiúde e que chegam a eles por carência absoluta de segurança física em suas escolas, cujo recesso se tornou amplo abrigo de uma malta de malfeitores de toda estirpe. Já há pais que se vêem obrigados a acompanhar filhos e filhas, adultos, até o ingresso deles nas dependências escolares, porque, tomados pelo receio de que os jovens sejam abordados e molestados junto aos portões e dominados pelos assaltantes, não se atrevem a deixá-los ir sozinhos.

Os comandos das faculdades vêm adotando todas as formas de prevenções na defesa de seus alunos e o mesmo está ocorrendo com as diretorias de escolas primárias e de ensino médio, porque uns e outros têm sido escolhidos como vítimas prediletas dos meliantes. Há até aqueles estabelecimentos que não só instalaram alambrados e portarias especiais como instituíram em seus domínios equipes de vigilantes, com homens bem treinados para o “metier”, envolvendo nisso a reestruturação de todo o sistema de segurança interna e externa dos locais. E mais providências vão eles adotar, face à certeza de que a ação dos assassinos e larápios está em indomável crescimento, não devendo ficar “satisfeita” com os frutos infelizmente já alcançados por seus métodos. Se os criminosos estão com os olhos “apaixonados” no sentido dos bens dos jovens estudantes, os responsáveis pelas escolas também estão com suas antenas voltadas para eles, pois não desejam que seus estabelecimentos venham a se esvaziar por receio dos ataques a que estão expostos. Então, que venham mais embargos à ação dos tais, mesmo que tão violentos quanto os deles. Coragem, hein educadores! É a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado