07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Rede “enfartada”

Levantamento feito pelo JC revela que a cidade está assentada sobre um sistema de água quase “enfartado”. As tubulações com quase 50 anos ou mais de existência estão entupidas e prestes a explodir. Não é culpa de ninguém especificamente, mas é mais um enorme abacaxi a ser descascado, na proporção, talvez, do asfalto, igualmente vencido.

• DAE sem água

Após uma semana sem água e o alerta geral feito ontem pela coluna, que recebeu inúmeros telefonemas e e-mails de bauruenses, a diretoria do DAE reuniu a imprensa para dar um diagnóstico da situação. O curioso é que até mesmo as torneiras do DAE secaram. O órgão foi abastecido por caminhões-pipa. Vale ressaltar que a recente falta d’água não tem relação direta com a falência de metade da rede, mas é preciso que se projete uma solução, urgentemente.

• Polêmica

Nem tudo serão flores na reunião que discutirá o plano de atendimento do Hospital Regional do Estado, agendada para a próxima terça-feira, na Câmara de Bauru. Há setores políticos e da própria saúde que não estão dispostos a assinar o que chamam de “proposta fechada” da DIR-10 para o novo hospital.

• Em análise

A secretária de Saúde, Sônia Fiocchi, ainda não avaliou a proposta de transformar o Hospital de Base em centro de traumatologia e cirurgias, que visa dar apoio à demanda do Pronto-Socorro. Hoje, ela vai se reunir com técnicos da secretaria para avaliar com detalhes a proposta da DIR-10.

• Novo Proer

O diretor de Habitação da Cohab, Rubão de Souza, está articulando com as demais Cohabs do País a criação de um Proer (aquele que salvou o sistema bancário) para as empresas que estão em dificuldades, dentre as quais a de Bauru. “Como o PSDB é social-democrata e socorreu os bancos através do Proer, por que não um Proer para as Cohabs?”, cutucou.

• Privado

Rubão critica a atuação da Caixa Econômica Federal que, segundo ele, de social não tem nada, embora seja de caráter público. O diretor da Cohab diz que é preciso haver uma via de mão dupla na relação do município com a CEF. “Afinal, a Prefeitura tem uma conta recheada em mais de R$ 6 milhões, que não pode ser desprezada.”

• Jogo de empurra

A Prefeitura compareceu à audiência pública sobre o transporte escolar, ontem, sem conseguir responder a uma das principais perguntas: de qual setor da administração é a responsabilidade pela fiscalização das obrigações da empresa que conduz alunos? A Secretaria de Educação diz que é da Emdurb e esta afirma que é da Secretaria.

• Decretado

O que os agentes do governo municipal não estão levando em conta é que o prefeito baixou um decreto, em 2001, determinando que cada setor fiscalize seus próprios contratos. Quanto ao contrato, a empresa Brambilla admitiu que deveriam ter sido contratados 44 monitores e haviam apenas 21.

• Caso ECCB

O secretário Jurídico, Luiz Pegoraro, foi taxativo sobre a ameaça da ECCB de continuar operando após o fim do contrato, em maio. Para ele, não há necessidade de notificação direta da empresa. “Eles já estão notificados no Diário Oficial. O prefeito prorroga a permissão se quiser”, disse.