Na minha infância e na de muitos dos que me honram com sua leitura, os meninos brincavam muito de “bang-bang†(o indicador representava o cano de um revólver) e o “mocinho†sempre vencia o “bandidoâ€, que ia para a cadeia. Claro, lugar de bandido era e sempre será a cadeia e o presídio. Mas esses lugares têm que ser vistos exemplarmente como um lugar que cause pavor, temor e repulsa, para que se inibam a prática de atos delituosos.
Mas, na atual situação, onde bandidos possuem regalias e mordomias, onde exigem seus “direitos†(e ponham direitos nisso!) com a ajuda das famigeradas Comissões de Direitos Humanos (vítima não é considerada humana?), é bem mais atraente ser delinqüente do que um pacato cidadão.
O honesto tem que trabalhar muito para ganhar pouco, o bandido trabalha pouco e ganha muito. Se preso, exigirá comida da melhor qualidade e o Estado dará (nós daremos através dos impostos que pagamos), queimará colchões velhos e novos serão comprados, exigirá visitas íntimas (não sei de que cabeça surgiu essa monstruosidade) mesmo que a “visitante†não seja sua mulher e sim uma “garota de programaâ€, não aceitará ficar em presídios de facção diferente da sua e o Estado o transportará de um para outro até achar o que ele quer, enfim, todos os direitos que nós, mortais honestos, não conseguimos do Estado, eles estão conseguindo, até uma previdência médica específica o governador está planejando para eles.
Portanto, parabéns drs. Roberval Fabbro e Antônio Ângelo Ciocca, por não terem cedido às ameaças. A população ordeira de Bauru agradece. Tomara que essa coragem tome conta de todos os diretores de Cadeias e Presídios. Se os detentos rebelarem-se, façam um cerco para que não fujam e deixem que se acertem entre eles. Estão ali pagando pelo que fizeram. (Alzira Garcia – advogada – Bauru)