O dentista bauruense Paulo Afonso Silveira Francisconi é um apaixonado pelos carros antigos. Apesar de admirar os automóveis de décadas passadas das mais variadas marcas, ele é fã confesso de uma em especial: Volkswagen.
Mas a história de amor de Paulo e os Volks nasceu quase que naturalmente. Ele conta que quando era criança, nas décadas de 60 e 70, morava na cidade de Dois Córregos, município que na época possuía apenas o revendedor da montadora alemã. Por isso, os únicos carros que conhecia e tinha acesso eram os da VW. “Geralmente, gostamos dos automóveis de quando éramos jovens. Como na cidade só havia a concessionária deles, fui crescendo e aprendendo a admirar os veículos da marcaâ€, afirma ele.
Sendo assim, nada mais natural que, quando chegasse à idade adulta, Francisconi se mantivesse fiel aos carros de origem alemã. E foi o que aconteceu. Apesar de utilizar automóveis de outras marcas para trabalhar, ele mantém uma coleção onde só entram carros Volkswagen.
O primeiro a entrar para a galeria foi um Puma 73 conversível, comprado há 19 anos. Na seqüência foi a vez de um Fusca 1953 produzido na Alemanha, que já está na sua garagem há 15 anos. Outro a integrar a coleção, já há oito anos, é um Fusca 1969 quatro portas com motor 1600, conhecido popularmente como “Zé do Caixãoâ€. Já a aquisição mais recente foi um Karmann Ghia TC 1971.
O dentista admite que nunca chegou a fazer nenhuma “loucura†para ter um carro antigo. Para Francisconi, o mais “gostoso†é ter de batalhar para tê-los. “Para ter um carro novo é só ir na agência e comprá-los. Já um veículo antigo temos de achar aquele que gostamos e ficar anos atrás do seu proprietário até que ele resolva venderâ€, considera Francisconi.
E foi justamente através da tática de “vencer pelo cansação†que o bauruense conseguiu comprar o “Zé do Caixãoâ€, automóvel que para ele foi o mais difícil de adquirir. “O dono não queria vender de jeito nenhum. Foi preciso três anos para convencê-lo e, quando ele resolveu vendê-lo, eu já estava de prontidãoâ€, diz o dentista.
Brinquedos
Para Francisconi, a sensação de comprá-los e ter os carros antigos na garagem é indescritível. “A diferença da criança para o homem é o tamanho dos brinquedos. Brinco com os carros e passo todos os finais de semana limpando, polindo e lavando. É como ser criança novamenteâ€, compara o dentista.
Apesar da coleção ter veículos antigos apenas da Volkswagen, ele gosta de outras marcas, mas sempre da mesma década. “Quero, ainda, uma perua Kombi 1967, mas o dono não quer vender e estamos há um ano e meio brigando pelo carroâ€, revela ele. Outros prováveis “alvos†de Francisconi devem ser uma Variant, TL, Brasília e Karmann Ghias de outros modelos.
Ele afirma não ter dificuldades com a manutenção, que para ele é uma das grandes qualidades da marca. “A grande vantagem de ser Volkswagen é a facilidade de manutenção. O Fusca, por exemplo, fui lavar um dia o farol dele e, para isso, tive de desmontar. Acabou caindo no chão e quebrou. Pensei que estivesse perdido, mas fui na revendedora e achei o farol para o modelo 53, que estava empoeirado e jogado em um canto. Ele não sabia nem o preço, pois não tinha na tabela, mas acabou vendendo.â€
Vender não significa mais do que uma mera hipótese para Francisconi. “Só em caso de extrema necessidade. Muitos já quiseram comprá-los, mas não os comercializo nem se ficarem três anos atrás de mimâ€, destaca ele.
Ser dono de um automóvel que integra a história dos carros de décadas passadas também já fez Francisconi passar por situações curiosas e engraçadas. “Estava com o Fusca e um cara parou no semáforo ao meu lado e perguntou se eu queria vendê-lo. Falei que sim e pedi R$ 20 mil. O cara me disse que eu era louco. Dai lhe falei que louco era ele que queria comprá-loâ€, finaliza o dentista.
Perfil
Nome Paulo Afonso Silveira Francisconi
Estado civil Casado, duas filhas
Profissão Dentista
Lugar para passear Guarujá
Hobby
“Mexer nos carros antigos.â€
Time do coração Corinthians
O que mais lhe irrita no trânsito bauruense?
“Nada, pois a pessoa que se irrita no trânsito devia andar de ônibus. Tem que rodar tranqüilo. É só andar devagar e desviar dos buracos.â€
Quem você não colocaria como passageiro do seu carro?
“Não tenho nada contra ninguém.â€
Quem você levaria como passageiro do seu carro?
“Minha família, sempre.â€
Que nota você daria aos motoristas bauruenses?
“Não sou um expert, mas considero que estão dentro da média nacional.â€