07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Redação
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Por enquanto, tudo ainda está no ramo da especulação. Mesmo assim, segundo notícia da agência Autodata publicada no site Carsale, montadoras, produtores de motores e fabricantes de componentes já estão preparando o terreno para a liberação do diesel como combustível para automóveis.

É cada vez mais forte, conforme a agência, a convicção entre empresários e executivos do setor automotivo no sentido de que o sinal verde governamental poderá ser dado ainda neste ano, talvez até ainda neste primeiro semestre. Seria, entendem estes empresários e executivos, uma decorrência natural da liberação da importação dos combustíveis derivados de petróleo, diesel obviamente incluído.

O acerto com o setor sucro-alcooleiro poderia ser feito a partir da adoção no País do biodiesel, que leva álcool em sua composição - o diesel, assim, deixaria de ser inimigo para se transformar num aliado dos produtores a álcool.

Várias das montadoras não escondem que já testam, ou no mínimo cuidam, da devida tropicalização de versões diesel de seus automóveis - o que, aliás, não lhes gera maiores dificuldades na medida em que o Brasil é hoje um dos poucos mercados do mundo no qual este combustível ainda é proibido para automóveis. Herança de uma época onde o produto sofria restrições de utilização devido a problemas de “crackqueamento” das refinarias brasileiras, que privilegiavam a produção de gasolina.

Os fabricantes independentes de motores, por sua vez, fazem as contas para tentar adivinhar que parte deste novo mercado poderá lhes caber. Acreditam, em princípio, que as montadoras deverão concentrar sua produção própria nos motores menores, de maior escala. O nicho, assim, para os fabricantes de motores independentes começaria no equivalente aos motores a gasolina 2.0.