08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

ADOÇÃO

Irma Slaghenaufi
| Tempo de leitura: 1 min

Em 1988, o encantado Betinho dizia: “A criança é o princípio sem fim e sem fim é o fim de todos nós”. O fim da adoção na visão legal do Estatuto da Criança e do Adolescente é encontrar pais para crianças e adolescentes que já existem. De acordo com a leitura convencional, a adoção era uma forma de imitar a natureza quando esta falhava. Quando nós, brasileiros, compreendermos que adotar é uma forma diferente e também prazerosa de ter filhos, provavelmente aumenta o número de “adotáveis” e não haverá adoção internacional, não é só no caso do recém-nascido parecido com o casal, aquele loirinho de olhos azuis, que tem chance de futuro.

A nova doutrina tenta garantir o direito à família também da criança ou adolescente crescida, deficiente, independente de raça e religião. A psicóloga Lidia Natália Dabians Kyy Weber, profª da Universidade Federal do Paraná e autora de “Laços de Ternura”, diz: “Nem todas as pessoas podem ou devem adotar uma criança, mas há pessoas para adotar todas as crianças”. As adoções necessárias precisam mesmo de preparação.

Quem optar por ter um filho já mais crescido, de cor diferente ou doente nunca diz que é fácil. Pai e filho é para uma vida inteira. Portanto, ambos carecem de preparação, antes e depois da adoção, para sentir e ser o filho do coração tanto por parte do adotado como pelo adotante. (Irma Slaghenaufi - Assistente Social - RG. 8.139.184)