Em 1988, o encantado Betinho dizia: “A criança é o princípio sem fim e sem fim é o fim de todos nósâ€. O fim da adoção na visão legal do Estatuto da Criança e do Adolescente é encontrar pais para crianças e adolescentes que já existem. De acordo com a leitura convencional, a adoção era uma forma de imitar a natureza quando esta falhava. Quando nós, brasileiros, compreendermos que adotar é uma forma diferente e também prazerosa de ter filhos, provavelmente aumenta o número de “adotáveis†e não haverá adoção internacional, não é só no caso do recém-nascido parecido com o casal, aquele loirinho de olhos azuis, que tem chance de futuro.
A nova doutrina tenta garantir o direito à família também da criança ou adolescente crescida, deficiente, independente de raça e religião. A psicóloga Lidia Natália Dabians Kyy Weber, profª da Universidade Federal do Paraná e autora de “Laços de Ternuraâ€, diz: “Nem todas as pessoas podem ou devem adotar uma criança, mas há pessoas para adotar todas as criançasâ€. As adoções necessárias precisam mesmo de preparação.
Quem optar por ter um filho já mais crescido, de cor diferente ou doente nunca diz que é fácil. Pai e filho é para uma vida inteira. Portanto, ambos carecem de preparação, antes e depois da adoção, para sentir e ser o filho do coração tanto por parte do adotado como pelo adotante. (Irma Slaghenaufi - Assistente Social - RG. 8.139.184)