A Associação Paulista de Medicina (APM) está orientando a população de Bauru a dispensar maior atenção na hora de escolher um plano de saúde. O motivo é o receio de que as empresas que oferecem o serviço não cumpram as cláusulas previstas em contrato.
“Nós temos visto na cidade muitos comerciais de planos muito baratos e nós não acreditamos em milagresâ€, adverte José Fernando Casquel Monti, vice-presidente do escritório local da APM.
Para não cair em eventuais propagandas enganosas, a APM orienta as pessoas a analisar atentamente os serviços, médicos e tecnologias oferecidas pela empresa antes de assinar o contrato com uma empresa. É recomendável também verificar preços e condições para cada membro da família, restrições de atendimento, capacitação dos profissionais que prestam o serviço e opinião de usuários que já conhecem o trabalho.
Outra dica é buscar outras informações, como o histórico de atuação da empresa, na Agência Nacional de Saúde. Na opinião de Monti, também é relevante observar o tempo de atuação da empresa na cidade. “O que nós queremos dizer com isso é uma coisa óbvia. O tempo no mercado dá uma credibilidade que não vale só para plano de saúde. Quando a empresa é consolidada no mercado, isso é um fiador do serviço que ela prestaâ€, acredita.
Com o objetivo de orientar as pessoas, a APM publicou um anúncio em jornal no último final de semana, no qual deixou uma série de dica de precauções a serem tomadas antes de escolher o plano de saúde. O vice-presidente afirma que não houve reclamações por parte de usuários e que a medida foi tomada de forma preventiva.
“Nós temos hoje um mercado em que há opções aqui em Bauru. Uma das estratégias que os planos têm para se colocar no mercado é a de preço. Nós, médicos, vemos a estratégia de preço com certo temor porque hoje prestação de serviço médico é muito caroâ€, expõe o médico, que reconhece como operadoras de planos de saúde em Bauru a Unimed, a São Lucas-Prontocor e a Tec Seg.
Monti ressalta, ainda, que muitas vezes o médico é vítima do plano de saúde tanto quanto o usuário. “Muitas vezes isso acontece quando o plano não trabalha de forma éticaâ€, diz. “Comprar serviço de saúde é uma coisa complexaâ€, acrescenta.