A Associação das Entidades e Promoção Social convoca dirigentes da Casa do Garoto, Instituto São Cristovão, Pequenos Obreiros de Curuçá, Centro Espírita Amor e Caridade da Vila Zillo, Projeto Girassol, Instituto dos Apóstolos do Sagrado Coração, projeto social da Instituição Toledo de Ensino (ITE), Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) e Centro de Registro e Atenção aos Maus Tratos à Infância (Crami) para que compareçam hoje, às 14 horas, na Faculdade de Serviço Social da ITE para assistir as deliberações do Conselho Municipal da Assistência Social.
Na reunião, segundo o vice-presidente da associação, Uriel de Almeida, será decidido o repasse de recursos dos governos municipal e estadual para este ano. “Dependendo das deliberações do conselho, as atividades dessas entidades estarão seriamente comprometidas no decorrer desse exercícioâ€, adverte.
Almeida explica que os recursos que essas entidades recebiam no ano passado provenientes do governo estadual sofreram uma redução de 50%. “Essa verba foi transferida para um outro tipo de programa, que não tem vagas suficientes para todas as entidades. Cinquenta por cento das verbas foram canalizadas para o programa S.O.S. Bombeiros, que está oferecendo para Bauru apenas 120 vagas, sendo que tem 1.208 crianças para srem atendidasâ€, frisa.
Segundo ele, 64.88% dos recursos do convênio com o governo estadual, somado aos demais recursos, estão comprometidos com as entidades do próprio município. “A prefeitura está levando mais de 60% de todos os recursos municipais. Para a prefeitura não há crise financeiraâ€, afirma.
O vice-presidente da associação acha que o ônus da redução de verbas estaduais vai cair sobre essas entidades. “Elas vão ter que reduzir as atividades, não diria encerrar as atividades, mas terá reduçãoâ€, prevê. Almeida explica que os dirigentes das entidades não terão poder de decisão dentro do conselho. “Estamos convocando para que eles estejam presentes porque precisam conhecer o panorama que vão atuar em 2002. Dependendo das deliberação dessa reunião, as entidades terão que mudar a política de gestãoâ€, alerta.
Almeida acha que se o conselho decidir incrementar as verbas das entidades não governamentais hoje empregadas nas unidades da prefeitura, o problema estaria solucionado.