08 de julho de 2026
Bairros

Entidades discutem repasse de verbas

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação das Entidades e Promoção Social convoca dirigentes da Casa do Garoto, Instituto São Cristovão, Pequenos Obreiros de Curuçá, Centro Espírita Amor e Caridade da Vila Zillo, Projeto Girassol, Instituto dos Apóstolos do Sagrado Coração, projeto social da Instituição Toledo de Ensino (ITE), Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) e Centro de Registro e Atenção aos Maus Tratos à Infância (Crami) para que compareçam hoje, às 14 horas, na Faculdade de Serviço Social da ITE para assistir as deliberações do Conselho Municipal da Assistência Social.

Na reunião, segundo o vice-presidente da associação, Uriel de Almeida, será decidido o repasse de recursos dos governos municipal e estadual para este ano. “Dependendo das deliberações do conselho, as atividades dessas entidades estarão seriamente comprometidas no decorrer desse exercício”, adverte.

Almeida explica que os recursos que essas entidades recebiam no ano passado provenientes do governo estadual sofreram uma redução de 50%. “Essa verba foi transferida para um outro tipo de programa, que não tem vagas suficientes para todas as entidades. Cinquenta por cento das verbas foram canalizadas para o programa S.O.S. Bombeiros, que está oferecendo para Bauru apenas 120 vagas, sendo que tem 1.208 crianças para srem atendidas”, frisa.

Segundo ele, 64.88% dos recursos do convênio com o governo estadual, somado aos demais recursos, estão comprometidos com as entidades do próprio município. “A prefeitura está levando mais de 60% de todos os recursos municipais. Para a prefeitura não há crise financeira”, afirma.

O vice-presidente da associação acha que o ônus da redução de verbas estaduais vai cair sobre essas entidades. “Elas vão ter que reduzir as atividades, não diria encerrar as atividades, mas terá redução”, prevê. Almeida explica que os dirigentes das entidades não terão poder de decisão dentro do conselho. “Estamos convocando para que eles estejam presentes porque precisam conhecer o panorama que vão atuar em 2002. Dependendo das deliberação dessa reunião, as entidades terão que mudar a política de gestão”, alerta.

Almeida acha que se o conselho decidir incrementar as verbas das entidades não governamentais hoje empregadas nas unidades da prefeitura, o problema estaria solucionado.