A APM e o CRM reuniram seus principais dirigentes, ontem, para combater o pronunciamento do vereador João Parreira (PSDB) na tribuna da Câmara Municipal de Bauru na última segunda-feira. Eles pedem que o parlamentar apresente provas sobre a mencionada “máfia médica†e lamentam a forma genérica como o tema foi tratado.
O presidente da APM, Newton Teruo, rebate que toda a classe foi atingida com o discurso. “O Parreira ofendeu os médicos sem citar os componentes da dita máfia e usou uma fórmula genérica perigosa. Temos 650 médicos em Bauru e na região e queremos que o vereador nos traga casos concreto para a apuraçãoâ€, combate.
O diretor estadual do CRM, Carlos Alberto Gobbo, reforça a necessidade de apresentação de casos formais pelo vereador. â€œÉ necessário que ele apresente as acusações porque ainda não nos chegou nada. Não tratamos essa questão com corporativismo, mas precisamos de elementos para apurar e até para não manter suspeita sobre todos e em defesa da boa prática médica. Se a denúncia foi feita como artifício político de efeito ela foi levianaâ€, critica.
Os demais integrantes da direção das duas entidades apoiam a reação dos colegas. O vereador referiu-se à suposta existência de máfia na classe médica em seu discurso na tribuna da Câmara na sessão da última segunda-feira.