09 de julho de 2026
Polícia

Fogo destrói postes velhos da CPFL

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Um incêndio ocorrido na tarde de ontem, na Vila Alto Paraíso, destruiu parte dos antigos postes de madeira da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) em Bauru. A empresa estima perda de 40% das 700 unidades armazenadas. O produto seria vendido e os prejuízos são estimados em R$ 1,5 mil. O ato pode ter sido criminoso.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16 horas, por um morador do bairro. As labaredas atingiam cerca de três metros de altura sobre as pilhas de madeira, mas, apesar da fumaça, não chegaram a ameaçar as residências vizinhas. “Os postes estão bem cercados por mourões e isolados dos limites do terreno”, comenta o tenente Artur Scachetti, do Corpo de Bombeiros.

Segundo ele, indícios sugerem que o fogo foi provocado. Havia galhos queimados a poucos metros de uma das pilhas. Uma das hipóteses é que crianças tenham carregado os galhos em brasa e colocado sob a madeira empilhada. “O terreno é aberto e qualquer um poderia fazer isso. Com a madeira seca e espaço para a circulação de oxigênio, o fogo se espalha rapidamente”, ressalta Scachetti.

De acordo com o engenheiro Clauber de Marchi Pazin, da CPFL, os postes de madeira usados na rede elétrica vêm sendo progressivamente substituídos por outros de concreto. A empresa teria alugado o terreno para depositar as peças antigas, com o propósito de promover uma licitação e negociar o produto.

As chamas atingiram três das sete pilhas depositadas no local. Uma delas foi totalmente destruída. “Cada poste destes pode ser vendido por aproximadamente R$ 5,00 e o fogo destruiu cerca de 300 deles”, calcula.

O controle das chamas demorou cerca de duas horas. Foi preciso um guincho para quebrar os mourões que cercavam a madeira e permitir a extinção das brasas.

A ação consumiu aproximadamente 20 mil litros de água. De acordo com dados internacionais, uma pessoa gasta, em média, 200 litros de água por dia. Isso significa que a quantidade gasta para combater o incêndio nos postes poderia abastecer um único morador da cidade por mais de três meses.

Os trabalhos de combate ao fogo mobilizaram seis bombeiros e dois agentes da Defesa Civil, além de funcionários do Departamento de Água e Esgoto (DAE).