Apesar da afirmação de que as oscilações climáticas são processos naturais, cientistas têm alertado, com preocupação, que a Terra está esquentando. Eles não sabem exatamente quais são as causas desta variação, nem as conseqüências que isso pode ter. Mas defendem insistentemente que as atividades humanas têm importante parcela de culpa neste processo, principalmente pela liberação de enorme quantidade de gás carbônico das indústrias.
O fato foi atestado, no ano passado, por um consórcio de cientistas que estuda o assunto desde 1988. Relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) informam que a temperatura aumentou 0,5 grau, em média, nos últimos 100 anos. Um dado alarmante, quando se considera que dez mil anos atrás o planeta era apenas três graus mais frio.
A questão é que nos últimos 50 milhões de anos todas essas alterações do clima foram ativadas pelo sol. A posição da Terra em relação ao astro-rei muda levemente ao longo dos anos, deslocando os pontos de incidência da radiação. Isso pode resultar em aquecimento de áreas que sempre foram frias ou no resfriamento de zonas quentes.
Os primeiros a ser atingidos são os oceanos. Quando a água esquenta, ela perde sua capacidade de reter gases. Entre eles, o gás carbônico ou dióxido de carbono, que é considerado pelos estudiosos um dos principais causadores do efeito estufa. Junto com o vapor de água e a camada de ozônio, ele aprisiona a radiação solar, aquecendo o planeta. A quantidade desse gás dissolvido nos oceanos é 50 vezes maior que a do ar.
Ao mesmo tempo, o aquecimento da água aumenta a quantidade de vapor, que também retém calor. Isso tem implicado no derretimento das calotas polares, que refletem 70% da energia solar que recebem. Este ciclo é que estaria fazendo o planeta esquentar.