O escritório regional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) anunciou, ontem, a construção de 1,2 mil unidades residenciais em Bauru para os próximos meses. O processo de licitação já está em andamento para a execução de 240 apartamentos num terreno adquirido na Vila Industrial. Outros seis lotes - com 160 unidades cada - foram autorizados anteontem pelo governo estadual.
Os 240 apartamentos serão executados como empreendimento global, ou seja, a empreiteira faz a obra, mas a CDHU tem que providenciar as ligações de água, esgoto, energia e arborização. As outras 960 unidades serão erguidas como empreendimentos empresariais, em que a empresa vencedora da licitação cuida de tudo, inclusive da compra do terreno, e tem que entregar o conjunto absolutamente pronto.
De acordo com o gerente regional da CDHU, Élio Busch, dois lotes de 160 unidades serão de casas térreas. Os demais serão de apartamentos, todos com dois dormitórios. Questionado sobre a abertura das inscrições, ele informa que o cadastramento só será iniciado quando 80% das obras físicas estiverem concluídas. O valor das unidades também só deverá ser anunciado posteriormente. Busch estima em dez meses o prazo para execução.
“As pessoas questionam que a CDHU faz casas na região, mas não entrega nada em Bauru. Mas é porque temos dificuldade em conseguir os terrenos junto à prefeitura. Agora, com esse sistema de empreendimentos globais e empresariais, fica mais fácilâ€, defende.
Região
Segundo o gerente regional, a CDHU tem 648 unidades prontas para serem entregues a partir de maio, nas cidades de Iaras, Cerqueira César, Paranapanema, Coronel Macedo e Águas de Santa Bárbara.
Também estão abertas as inscrições para sorteio de 1.271 casas distribuídas entre os municípios de Avaré, Lençóis Paulista, Barão de Antonina, Arealva (Jacuba), Bocaina (Pedro Alexandrino), Cafelândia, Promissão, Getulina e Boracéia. Até agora, há 11,5 mil candidatos.
“O que nós lamentamos é que o governo determinou que 5% destas unidades fossem reservadas para pessoas idosas; outros 4% seriam destinados aos policiais civis e militares; e 7% para famílias onde haja portador de deficiência. No entanto, o número de inscrições de policiais tem sido muito reduzido. Em algumas cidades, nenhum policial se candidatou, em outras, apenas dois, ou cincoâ€, destaca.
A CDHU também coordena, atualmente, outras 1.462 unidades cujas obras estão em andamento. Na maioria das cidades, estas residências estão sendo feitas em mutirão e a previsão de término é até setembro deste ano.
Além das casas, a empresa também se mobiliza para construir 27 quadras poliesportivas em cidades onde já existem unidades entregues. Cada quadra está orçada em R$ 38 mil e elas deverão ser inauguradas até o final do mês de junho. Outras 13 quadras devem estar prontas até outubro deste ano.
Desfavelamento
Mutuários inscritos no antigo Projeto de Desfavelamento de Bauru (Núcleo Fortunato Rocha Lima) deixaram de receber boleto de pagamento. De acordo com a gerência regional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), a decisão foi tomada no intuito de pressionar a prefeitura local a resolver as pendências existentes no local.
Segundo o gerente Élio Busch, o terreno onde as casas foram construídas foi desapropriado pela administração há aproximadamente dez anos. No entanto, parte do valor não foi repassado aos antigos proprietários e o processo corre na Justiça.
“Enquanto a prefeitura não saldar a dívida, ela não é dona do terreno. Ela tem que regularizar a situação para tomar posse e transferir o terreno para o Estado. Só então a CDHU poderá dar a posse dos terrenos e imóveis aos mutuários. Enquanto isso não acontece, nós não podemos cobrar de ninguém, porque não há garantia de escrituraâ€, justifica.
Segundo Busch, assim que o problema for solucionado, cada mutuário volta a receber seus boletos com o número correspondente àquele em que parou de pagar. “Nós só não podemos dizer quando isso vai acontecer, porque não depende da CDHU e sequer podemos ajudarâ€, acrescenta.