10 de julho de 2026
Geral

Católicos farão mutirão contra fome

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A Igreja Católica vai desencadear uma série de ações para o combate à miséria e à fome. Intitulado de Mutirão para Superação da Miséria e Fome, o compromisso permanente pretende mudar o panorama atual, segundo o bispo diocesano de Bauru, dom Luiz Antônio Guedes. A proposta foi aprovada na 40.ª Assembléia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Através de comitês e grupos de voluntários, a igreja pede aos católicos a redução do consumismo exagerado e do desperdício, passando a ser mais solidários com os mais carentes. O lançamento do mutirão nacional está marcado para o próximo dia 30, durante as comemorações do Corpus Christi e não tem data para terminar, avisa dom Luiz Antônio.

A proposta inicial da Diocese de Bauru é usar a experiência de grupos que já atuam na área de assistência social para operacionalizar a campanha. “Temos os Vicentinos, a Cáritas Diocesana e as pastorais que podem subsidiar o trabalho. Vamos discutir formas concretas de melhorar a vida dos carentes”, diz.

O mutirão, segundo o bispo, vai atuar em duas frentes: ajudar os necessitados e mudar hábitos de quem tem maior poder aquisitivo. “Queremos fazer com que aqueles que estão em melhor situação financeira vivam de maneira mais simples e, desta forma, consigam dar as mãos aos que mais necessitam”, ressalta dom Luiz Antônio.

A orientação do bispo é para que os católicos passem por um processo educativo. “Menos desperdício e menos consumismo. Precisamos dar assistência prioritária às gestantes e às crianças de zero a seis anos”, frisa.

Para que o trabalho tenha efeitos mais concretos, os comitês poderão fazer parcerias com as prefeituras. “O mutirão é nacional e não propõe diretamente, como igreja, uma ação determinada ao governo, mas sugere que as prefeituras sejam parceiras nessa empreitada”, ressalta.

Dom Luiz Antônio afirma que o mutirão nacional deverá desencadear ações mais amplas, enquanto que as dioceses ficarão responsáveis por atividades mais direcionadas a seu público-alvo. O bispo evitou falar sobre as discussões da Igreja Católica sobre o celibato e pedofilia, acusações que pesam sobre alguns padres, afirmando que os assuntos não foram debatidos pela CNBB.