09 de julho de 2026
Geral

Filhos 'investigam' antes de presentear

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 4 min

Apesar de serem as comandantes do lar, as mães de hoje em dia valorizam muito mais o seu lado mulher. Por isso mesmo, os presentes que as deixam mais felizes no Dia das Mães são objetos e artigos para uso pessoal, como roupas, jóias e perfumes. Mas também existem as “mãezonas” que aceitam de bom coração um presente que vai servir para a família toda.

Como um bom filho é aquele antenado no gosto da mãe, a maioria dos entrevistados pelo Jornal da Cidade diz que costuma acertar no gosto da progenitora na hora de presentear.

A dona-de-casa Maria Rosa Medina da Silva confessa que fica muito mais contente quando recebe coisas para uso próprio. “Eu gosto de presentes pessoais, mas qualquer lembrancinha me faz feliz”, diz, com o ar tradicional de mãe.

Ela conta que o que a deixa emocionada é o fato dos filhos lembrarem dela. “Qualquer coisa que eles me dão é muito marcante”, salienta.

Devido à sua profissão, a assistente social Maria Aparecida Rondon Daniel nunca cultivou nos filhos (dois homens e uma mulher) o hábito de presentear. “Eu convivo com uma realidade muito complicada e preferi criar meus filhos mais sensíveis a isso”, explica. Agora que estão na faixa etária de 19 a 23 anos, fica a critério deles comprar o presente. “Quem costuma fazer isso é a menina”, diz.

Apesar de não receber presentes com freqüência, Maria Aparecida confessa que adora quando é surpreendida com um vidro de perfume importado. “Não precisa ser necessariamente no Dia das Mães”, destaca.

Uma saia branca é o que faz a cabeça da cabeleireira Loidir Ferreira Rodrigues. Ela gosta de ganhar roupas e objetos pessoais no Dia das Mães, mas frisa que não dispensa utilidades domésticas. “Se for uma coisa que sirva para toda a família, eu fico muito feliz”, conta.

No momento, ela diz que ficaria bastante satisfeita se ganhasse um ventilador de teto para colocar na sala. “Seria muito interessante se recebesse um ventilador de presente”, ressalta.

A filha dela, Loidimara Mariano Rodrigues, lembra que a mãe é bastante exigente. Por isso, ela procura descobrir o que a progenitora está precisando para deixá-la feliz. “Por exemplo, se ela está meio deprimida, tristinha, eu aposto em presentes emocionais.” Nessa categoria se encaixam mensagens por telefone, flores ou até mesmo jóias.

Como também é mãe, Loidimara diz que as mulheres costumam ficar muito emocionadas quando os filhos dão algo que toca o coração. “Não precisa ser nada muito caro, não. Tem coisas que são inesquecíveis.”

Ela conta que, no ano passado, recebeu da filha, a pequena Inara Luiza, de 3 anos, uma agenda feita pela criança com a ajuda de sua professora. No exemplar, além de uma bela mensagem nas páginas internas, há uma foto da garota na capa. â€œÉ um orgulho. Eu carrego a agenda comigo para todos os lados e faço questão de mostrar como a minha filha é linda”, diz a “mãe coruja”.

Fugindo do convencional

A relações públicas Alessandra Almeida tem uma relação muito próxima com sua mãe, Luzia Almeida. As duas são como grandes amigas e compartilham segredos e confidências. Por isso, ela não encontra nenhuma dificuldade quando precisa comprar um presente para a mãe. “Eu conheço os gostos dela e acho que nunca errei ao dar um presente”, destaca.

A preferência de Luzia, segundo Alessandra, é por presentes culturais. “Eu sempre fujo do convencional. Prefiro dar livros sobre anjos, CD’s e velas perfumadas, que são coisas que ela adora”, diz.

Eletrodomésticos e roupas, nesse caso, estão fora de cogitação. “Minha mãe é mais despojada e gosta de roupas muito simples. Para não cair na mesmice, prefiro comprar coisas diferentes”, frisa a relações públicas.

A balconista Camila Lopes da Silva ressalta que tem um pouco de trabalho para escolher o presente certo para a mãe, Roseli Lopes da Silva. “Ela é bastante exigente e adora ganhar coisas pessoais”, conta.

A balconista salienta que presenteou a mãe com uma calça, certa vez, e ela não gostou. “Minha mãe preferiu trocar o presente, mas eu não fiquei chateada. Ela tem que usar o que gosta”, destaca.

Homem geralmente sofre um pouco mais para acertar o gosto das mulheres, mesmo que sejam as mães. Mas o estudante Paulo Bonini Ferrão destaca que costuma acertar na lembrança. “Geralmente minha mãe gosta muito do que eu dou.”

Ele aposta em objetos de uso pessoal, como bijuterias, flores e perfumes. “Tem muitas opções no mercado e isso atrapalha um pouco na hora de escolher. Mas, geralmente eu acerto no presente”, ressalta.