10 de julho de 2026
Política

Vereador pede que MP investigue torre

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador José Eduardo Fernandes Ávila esteve ontem pela manhã nas imediações da torre de telefonia que caiu na Vila Cardia, anteontem. Ele foi chamado por moradores que temem pela queda de uma segunda torre existente na região, numa próxima tempestade.

Ávila anunciou que na próxima segunda-feira estará oficiando à Promotoria de Defesa da Cidadania um pedido de apuração de todas as vertentes do problema, passando pela elaboração do projeto, sua aprovação e execução.

Também requererá ao prefeito Nilson Costa a determinação de que todas as torres instaladas na área urbana, que não tenham área de segurança ao seu redor (onde possa cair sem atingir imóveis vizinhos ou pessoas) sejam amarradas com cabos de aço, tecnicamente conhecidos como espias. “Com isso, antes que se encontre uma solução melhor para o problema, estaremos protegendo de imediato a nossa população,” afirmou.

Segundo o vereador, a instalação de torres em Bauru é alvo de polêmica desde o início da era celular. A Câmara Municipal já aprovou um projeto de autoria do vereador Antonio Carlos Garmes, que impõe restrições a essas estruturas, levando em consideração a possibilidade de radiação.

Joaquim Caldeira Filho e Jailson Fernandes D’Ávila, moradores da Vila Santa Clara, próxima ao condomínio Centreville também estavam no local para se solidarizar com os moradores da Vila Cardia. Eles também reclamam de choques e problemas causados por uma antena semelhante à que caiu na sexta-feira e afirmam que já registraram até boletins de ocorrência contra a Telesp Celular, responsável pela torre em questão. Até agora não tiveram resposta.

Perícia

Uma equipe técnica da empresa paulistana Scac Fundações e Estruturas Ltda. Responsável pelo projeto, fabricação e instalação da torre de telefonia da Vésper, que caiu na tarde de sexta-feira, na Vila Cardia, esteve no local para realizar uma perícia e detectar as causas do acidente.

O engenheiro da Scac, Marcelo Araújo da Silva afirmou que nunca ocorrera fato semelhante com torres deste tipo. Além da análise do local, ele iria contatar o Instituto de Pesquisas Meteorológicas da Unesp (Ipmet) para tentar achar uma explicação para a queda da torre cuja estrutura, segundo ele seria altamente resistente.

Araújo fora acompanhado do engenheiro de segurança Marcos Penna, da Zopone Engenharia, empresa responsável pela infra-estrutura (muro, alambrados e pavimentação) do terreno que abrigava a torre na quadra 5, da rua Almeida Brandão.

O engenheiro da Scac acredita que com todas as informações colhidas, na terça-feira já tenha um laudo do acidente. Durante todo o dia de ontem, uma equipe da Scac desmanchava os restos da torre para retirá-la do local. Os escombros ainda deixavam a quadra 1 da rua Paraíba intransitável.