É quase impossível não admirar a beleza de uma jóia bem desenhada. Quando é composta de um metal nobre ou possui pedras na sua composição então, o encanto é certo e eterno. Não é de hoje que as jóias são o principal ornamento humano (e feminino) em busca do visual perfeito que alia beleza e simboliza riqueza ou poder. Conchas e sementes já eram usadas há muito tempo como adorno pessoal pelos primeiros humanos quando os gregos e os etruscos desenvolveram técnicas apuradas para modelar figuras humanas, criar brincos, colares e braceletes.
Hoje, as jóias possuem um universo particular, fechado, muitas vezes restrito a poucas pessoas por causa do valor que podem atingir. Geralmente, as grandes peças - criadas por grifes mundiais do design de jóias localizadas na Europa - são verdadeiras obras de arte que mais do que enfeitar, servem como investimento.
Segundo a empresária e membro da Associação Brasileira de Gemologia e Mineralogia, Karen Olbrich, no Brasil as jóias são vistas de uma maneira diferente da Europa. A empresária, que esteve no mês passado na maior feira de jóias e relógios do mundo, em Basel, na Suíça, acredita ainda existe um desconhecimento muito grande no País sobre como avaliar a qualidade de uma jóia. “Muitas vezes a pessoa não sabe porque uma peça é tão cara porque não compreende como ela foi feita, que material foi usadoâ€, diz. Essa seria uma das razões para as bijuterias e as semi-jóias serem tão populares no Brasil. “Como têm uma aparência bem parecida com as jóias de verdade, as pessoas acabam optando por elas por causa do preçoâ€, explica Olbrich. “Mas é claro que não é a mesma coisa do que possuir uma jóia realâ€, completa.
Na Europa, a empresária tem a impressão que o comportamento é diferente. “A jóia é vista como um objeto para uma comemoração especial, uma coisa eterna, que vai marcar uma data, uma lembrançaâ€, diz. Por isso é mais comum, por exemplo, que um marido presenteie a esposa com uma grande jóia numa data significativa para o casal. “A tradição é maiorâ€, explica. Por conta disso, as bijuterias no “Velho Mundo†não concorrem com as jóias reais. “Elas têm cara de bijuteria e não de jóiaâ€, afirma Olbrich.
Para a empresária, o público brasileiro ainda pode estar preso a certos conceitos nem sempre corretos quando o assunto é joalheria por puro desconhecimento. Um exemplo é o fato de o ouro branco não ser tão bem aceito por aqui como é na Europa e nos Estados Unidos. Nesses locais, junto com as pérolas, esse metal vai ser a grande tendência nas jóias esse ano. “No Brasil, as pessoas não gostam muito do ouro branco porque acham que ele se parece com a prataâ€, explica Olbrich.
Detalhes
Na realidade, as jóias são tão complexas quanto são belas. Existe uma infinidade de detalhes que podem determinar a qualidade de uma peça, como a origem e a composição do metal, a legitimidade da gema - no caso de existir uma pedra preciosa - a lapidação. As pedras (leia na página seguinte) são um verdadeiro capítulo à parte quando o assunto é joalheira. A recomedação de Olbrich é que as jóias devem ser compradas de pessoas e estabelecimentos de confiança, onde quem comercializa possa dar todas as informações precisas sobre a peça. “Hoje em dia a indústria fabrica muitos elementos sintéticos que têm a mesma aparência dos reais, por isso é preciso saber de quem se compraâ€, recomenda.
Minha jóia favorita
Quase toda mulher possui uma jóia “de estimaçãoâ€, uma peça especial, por menor que ela seja, que representa muito mais do que o valor da peça em si. “As minhas jóias favoritas são um par de brincos de pérola que ganhei do meu marido quando tive o nosso primeiro filhoâ€, conta a dona de casa Elizete C. Oliveira. Para ela, os brincos são seu principal bem material, apesar dela não se importar em saber qual seria o valor deles. “Não sei quanto eles valeriam hoje porque não os venderia por nadaâ€, garante. Para a estudante Ana Paula Torloni, a correntinha de ouro com um pingente do cachorrinho Snoopy (também de ouro) ganhada da mãe é a jóia preferida. “Não sou muito de ‘jóias’, mas gosto muito dessa porque foi minha mãe quem deu e é muito bonitinhaâ€, justifica.
A aposentada Solange Guedes elege sua aliança como jóia fevorita. “Qual jóia pode ser melhor?â€, questiona, admitindo que, apesar da opinião, gosta muito de jóias de todos os tipos. “Acho que toda mulher gosta de ganhar jóias. Os homens é que parece que não gostam de darâ€, brinca.