09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Inadimplência cai 9% em abril, segundo SPC

Equipe do SPC faz análises mensais sobre os registros do comércio central d
| Tempo de leitura: 3 min

De acordo com levantamento realizado pela equipe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em Bauru - órgão ligado à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) -, o índice de inadimplência registrado em abril no comércio local teve queda de 9,71% em relação ao mesmo período de 2001.

Os números do SPC mostram que, durante o mês passado, foram efetuados 4.266 registros junto ao órgão, contra um total de 4.725 em abril do ano anterior.

O resultado também é positivo se comparado a março deste ano, quando foram efetuadas 5.828 inclusões de nomes no cadastro do órgão. A diferença entre esses dois meses é de 26,8%.

Outro dado positivo é em relação à quantidade de nomes que foram retirados da lista de inadimplentes. Segundo o levantamento, em abril deste ano foram registradas 2.975 exclusões, contra 2.376 efetuadas em igual período de 2001. A diferença é de 25,21%.

Na comparação com o março deste ano, o resultado do mês passado também sai “vitorioso”, já que em março foram excluídos 2.733 nomes da lista. A diferença é de 8,85%.

O número de consultas feitas por lojistas junto ao SPC foi 18,58% menor neste ano. Ao todo, em abril foram realizadas 40.007 consultas, contra o montante de 49.141 no mesmo mês do ano passado.

Em março deste ano, o SPC registrou 37.028 consultas, o que significa 8% a menos que em abril.

O presidente da CDL, Sérgio Evandro do Amaral Motta, diz que a diferença na quantidade de consultas quando comparados os meses de abril deste ano e de 2001 mostra uma realidade. Segundo ele, os quatro primeiros meses de 2002 tiveram performance de vendas pior do que no mesmo período do ano passado.

“Com uma menor quantidade de vendas, o número de consultas cai. Em compensação, comparando com março, o mês de abril já mostrou recuperação”, analisa Motta.

Razões

Os resultados positivos em relação ao número de nomes excluídos da lista do SPC no mês de abril, em ambas as comparações, são atribuídos pelo presidente da CDL a duas razões.

Uma delas seria o setor de cobrança do órgão de proteção ao crédito, que estaria aperfeiçoando os trabalhos dessa área. O outro seria o objetivo de deixar o nome “limpo” na praça para poder fazer compras à prazo para o Dia das Mães.

“Também já foi observado que muitas pessoas se esforçam para retirar o nome do SPC porque pretendem financiar casa própria e, para isso, o nome não pode estar listado junto ao órgão”, observa Motta.

A queda na quantidade de registros seria o reflexo da preocupação das pessoas em pagar as contas em dia.

“Muitas vezes o consumidor deixa de arcar com outros débitos para poder honrar seus compromissos financeiros junto ao comércio. As pessoas prezam isso para poder ter tranqüilidade na hora das compras”, diz o presidente da CDL.

O economista Said Yusuf Abu Lawi diz que, entre todas as comparações com a base em abril deste ano, verifica-se uma manutenção média dos números.

“Os números estão muito parecidos, vêm se mantendo na comparação com abril do ano passado. Sobre março, também não há resultados discrepantes. Um dos motivos seria que, à medida em que as pessoas vão quitando seus débitos, também adquirem outros compromissos. O fato de um consumidor tirar seu nome do SPC não significa que ele deixará de contrair novas dívidas”, avalia Lawi.

O economista diz que, para se ter uma avaliação mais ampla, seria interessante saber se na maioria dos casos os números de registro mostram inadimplência momentânea ou reincidente.

“Pelos números, tudo indica que a maioria dos consumidores são reincidentes na inadimplência”, observa.

Em relação à quantidade de consultas, o economista diz se tratar de números baixos para uma cidade do tamanho de Bauru e que tem grande participação de consumidores da região.