08 de julho de 2026
Bairros

CEI do transporte escolar é rejeitada

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A Câmara Municipal de Bauru rejeitou ontem à tarde o pedido de instalação de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar irregularidades na prestação do serviço de transporte escolar no Município. O caso contou com 12 votos contrários e oito favoráveis em plenário. Quatro vereadores que haviam assinado o requerimento se manifestaram contrários à apuração. O principal argumento foi o de que a morte de um menino de 10 anos dentro de um ônibus escolar já está sendo investigada pela Polícia Civil.

O vereador José Clemente Rezende (PSB) deixou indicado, logo no início de seu discurso, que haveria dificuldades para a instalação da comissão. Ele foi o principal defensor da investigação. Clemente citou os nomes dos colegas que assinaram o documento e parabenizou-os. Porém, o comentário não ganhou a adesão necessária para a aprovação da CEI: 11 votos.

Clemente também argumentou que haviam evidências de que o contrato estabelecido entre a Prefeitura Municipal de Bauru e a empresa Brambilla, de Marília, havia sido descumprido. “Não é só a falta de monitores em muitos ônibus. Outros fatos constam de documentos e precisam ser levantados nessa CEI”, mencionou.

Ainda em sua fala, o vereador divulgou uma entrevista com a mãe do menino que faleceu ao colocar a cabeça para fora de um ônibus. Os pais, Imar Macagnan e Adriana Macagnan acompanharam a discussão do assunto da galeria da Câmara.

A mãe disse que esperava justiça, descartou qualquer responsabilidade do motorista pelo acidente e criticou pontos de segurança na execução do transporte. “A Prefeitura deixou de vistoriar os veículos, os vidros das janelas tinham que ter travas, outras pessoas usavam o transporte. Alguém tem que responder por isso”, citou.

Humberto Santana (PV) apoiou a apuração do caso pela Câmara. “Fazer uma CEI dá trabalho, cria problema, mas é preciso apurar. Não podemos ver o problema acontecer e não verificar o que houve. Defendo a CEI até porque se não houver problema quem estava respondendo fica tranquilo”, disse. O mesmo fez Milton Dota Jr. (PTB). “Vamos verificar se houve algo de errado e ver se a Prefeitura não teve responsabilidade. Não podemos deixar passar em branco um caso onde há a vida ceifada de uma criança”, discursou.