11 de julho de 2026
Política

Frente que apóia o presidenciável Ciro Gomes enfrenta problemas regionais


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A Frente Trabalhista (PPS-PTB-PDT), que apóia o candidato à Presidência Ciro Gomes, vive situações opostas e conflitantes em pelo menos três Estados.

Em Recife, o PTB acena em compor uma chapa branca com o PT, enquanto no Ceará o partido fica com o PMDB. No Rio Grande do Sul, estado que quase causou o rompimento da frente, o candidato ao governo do PPS acaba de pedir apoio do PFL.

O convite que o prefeito de Recife, João Paulo (PT), fez ao senador Carlos Wilson (PTB) para compor uma chapa branca com seu partido abriu uma nova crise na Frente Trabalhista.

A nova situação surge após um curto período de calmaria com a retirada do apoio de lideranças do PPS à candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB).

O nome do petebista, que fez campanha para João Paulo nas eleições para prefeito, já estava sendo cotado para a chapa do PT antes da verticalização e ressurge agora como uma chance do partido eleger dois senadores de esquerda.

A concretização dessa chapa seria mais um golpe no PPS na tentativa de unificar a frente. No final de semana, o partido presenciou a saída do ex-deputado federal Fernando Lyra, que coordenava a campanha de Ciro Gomes, para apoiar a candidatura de Lula.

O aceno positivo por parte de Carlos Wilson, que se disse bastante sensibilizado com a proposta “apesar dos impedimentos legais da verticalização para uma aliança formal” e de ter como prioridade a candidatura de Ciro Gomes, irritou o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que é de Pernambuco.

“Convidá-lo e votar nele são escolhas do PT. O que temos que saber é se ele vai manter o compromisso com Ciro Gomes, se vai manter a coerência e deixar de ambiguidade”, disse.

No Ceará, o PTB anunciou publicamente o apoio ao pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, Sergio Machado. O PPS no Estado vai seguir sozinho, numa aliança branca com o PSDB já definida, já que o PDT, oposição aos tucanos, decidiu ficar com o PSB do pré-candidato Welington Landim.

Sul O PPS formalizou hoje o convite para o PFL integrar as forças que apóiam o ex-governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto (PPS) na eleição ao governo do Estado. Os pefelistas gaúchos ficaram de analisar o pedido.

Na verdade, os entendimentos entre os dois partidos estão em estágio avançado. O deputado estadual Germano Bonow (PFL) deve ser o candidato a vice na chapa de Britto.

Britto optou pelo PFL porque a Frente Trabalhista, que, em nível nacional, dá apoio ao candidato do PPS à Presidência, não faz o mesmo no Rio Grande do Sul.