O PSDB foi fundado a partir de uma dissidência do PMDB, em 1988. Seus fundadores alegavam que precisavam deixar para trás os vícios adquiridos pelo PMDB nos seus 12 anos (1982 à 1993) de poder absoluto em alguns Estados brasileiros. Afirmavam que estavam começando uma nova era na política nacional, com a criação de um partido que iria primar pelo caminho da ética, da justiça social, do combate as desigualdades, da busca pelo desenvolvimento sustentado de nossa economia entre outras coisas que não vem ao caso.
Não se passaram nem seis anos e lá estava o PSDB embalando o PFL, o PMDB e o PTB para poder formar uma base governista que desse sustentação ao então projeto de governo tucano. Não foram necessários nem dez anos para que os tucanos esquecessem das promessas proferidas quando da fundação do partido em São Paulo. O PMDB e o PFL são os grandes aliados do governo FHC até os dias atuais, e co-responsáveis pelo massacre que a classe média sofreu nesses últimos sete anos. Juntos, criaram e aprovaram inúmeras vezes a CPMF, a tabela de correção do Imposto de Renda, as alterações na regra do jogo das aposentadorias de milhões de brasileiros, a desvalorização dos salários, os altos índices de desemprego, a privatização de dezenas de empresas lucrativas à preço de banana, e de tantos outros atentados a saúde financeira de nosso povo. Juntos também formularam uma política que beneficiou banqueiros, que nunca tiveram lucros tão generosos em suas contabilidades. Favoreceram os latifundiários, os exploradores do solo brasileiro, os usineiros, e toda elite dominante de nossa Pátria.
Agora fingem que estão brigando por causa de uma investigação que de antemão todos sabem, terminará em uma pizza gigante em São Luís do Maranhão. O PMDB, através de sua ala entreguista, ficará ao lado de quem possa continuar no poder, oferecendo cargos e benesses a seus membros. O PFL, depois de encenar um rompimento com o PSDB, irá reatar o casamento no final do primeiro turno das eleições de outubro, e por certo caminhará lado a lado com os tucanos. Não será estranho Serra dividindo com Roseana o mesmo palanque no segundo turno. E o PSDB continuará sua sina de discursar para a modernidade enquanto governa com alianças espúrias e imorais para o padrão de seu estatuto.
Cabe à oposição se unir e vencer essa aliança que devastou nosso patrimônio, nossos empregos e nossa esperança de um futuro melhor. E resta ao povo brasileiro votar com seriedade em qualquer candidato, que não represente o continuísmo dessa política, que permitiu fraudes, roubos, dengue, seqüestro, e escândalos financeiros da classe política com a mesma intensidade com que dilapidou os bolsos da população brasileira com impostos escorchantes, pedágios e taxas abusivas.
A única forma de mudarmos a história do Brasil seria deixando de fora do segundo turno o PSDB, o PMDB e o PFL, quebrando a corrente da corrupção e da impunidade. (Rafael Moia Filho - RG: 6.711.407-6)