10 de julho de 2026
Política

Mogioni anuncia demissões na Cohab

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), Constante Mogioni, admitiu, ontem, que até o final do próximo mês haverá demissões de funcionários. Ele preferiu não antecipar números, mas adiantou que “alguns setores” internos da empresa vão ser desativados porque são desnecessários às atuais atividades da companhia.

A Cohab abriga, atualmente, 115 funcionários. “A sociedade está pedindo a readequação da empresa. E toda readequação implica em cortes, em desativação de setores internos”, diz. Mogioni explica que o número de dispensas de servidores está diretamente relacionado à renegociação da dívida que a companhia vai fazer com a Caixa Econômica Federal (CEF).

“A extensão do corte de funcionários será maior ou menor de acordo com o que conseguirmos renegociar com a Caixa”, afirma, sem, mais uma vez, citar número máximo ou mínimo. O presidente da Cohab reafirma que é contra a sua desativação total, conforme propõem alguns segmentos organizados do Município.

“A Cohab é viável. Aliás, administrativamente a companhia já está viável. Infelizmente, na questão operacional ela depende de recursos para funcionar.” Mogioni informa que vai ter que fazer as dispensas dos funcionários até o final do mês que vem. É que a partir de julho - três meses antes das eleições -, a legislação eleitoral proíbe dispensa de funcionários públicos da administração direta e indireta - autarquias municipais e empresas de economia mista.

Situação de desespero

O presidente da comissão legislativa que apura a situação da Cohab, vereador João Parreira (PSDB), diz que a situação da empresa é “desesperadora”. Segundo ele, Mogioni não terá outra saída para reestruturar a companhia sem determinar a demissão de funcionários.

“A situação da Cohab é desesperadora. A empresa arrecada R$ 150 mil por mês e gasta R$ 500 mil. A saída é compatibilizar receita e despesa. Isso é uma questão de sobrevivência.”

O parlamentar informa que, nos próximos dias, técnicos da CEF que virão de Brasília vão se reunir com a diretoria da empresa para discutir um plano emergência. “Vai se tentar buscar soluções para a Cohab. Agora, eles não vão chegar com uma mala de dinheiro. Eles vão exigir metas e adequações. E isso implica em corte de pessoal.”

Anteontem, Mogioni se reuniu com o conselho de administração da Cohab para apresentar seu plano de reorganização da empresa. O presidente da companhia teria, inclusive, nominado os setores que serão extintos.

Os conselheiros, no entanto, entendem que quem tem “a caneta” é o presidente e cabe a ele determinar quais setores serão desativados e qual o número de funcionários que deve ser demitido.