09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Leilão de área da CTEEP é suspenso

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Foi suspenso o leilão de venda do terreno de 416 mil metros quadrados (41,6 hectares), sendo 31,2 mil metros quadrados de área construída, pertencente à subestação da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) - antiga Cesp - em Bauru. A informação está no site que a empresa mantém na Internet. O leilão estava marcado para hoje.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), Carlos Augusto Ramos Kirchner, diante do fato o sindicato nem chegou a ingressar com ação popular na Justiça para evitar o leilão. Isso estava previsto para ocorrer entre segunda-feira e ontem, conforme matéria publicada pelo Jornal da Cidade na edição de 4/5.

A reportagem tentou entrar em contato com o diretor administrativo da CTEEP, Gérson Kozma, para saber o motivo pelo qual a empresa decidiu suspender o leilão. Até o fechamento desta edição, o diretor não havia retornado. No site, não há indicação sobre uma possível nova data para o leilão.

O vereador Paulo César Madureira enviou, no último dia 29, uma moção de apelo ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, solicitando que o referido terreno seja doado à Prefeitura Municipal de Bauru. O objetivo, segundo ele, seria transformar a área - situada no km 348 da rodovia Marechal Rondon - num centro de desenvolvimento econômico.

O Seesp contesta a venda do terreno porque tanto na escritura do imóvel (rural) quanto no edital de licitação não consta a existência de barracões construídos no local (ocupando 31,2 mil metros quadrados), que atualmente seriam utilizados pela Cesp-Tietê, que foi privatizada.

Porém, a área é considerada propriedade pública por pertencer à CTEEP, que é controlada pelo Governo Estadual.

De acordo com o Seesp, 80 trabalhadores da Cesp-Tietê utilizam os barracões que foram transformados em oficinas de tratamento de metais para a construção de torres de transmissão de energia.

O sindicato também alega uma dívida de R$ 1,5 milhão que a CTEEP teria junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o Seesp, a empresa não efetuou o recolhimento da contribuição social devida à Previdência quando da execução das obras no local.