09 de julho de 2026
Polícia

Acusados esperam julgamento presos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Os três homens e uma mulher acusados de praticar uma seqüência de três roubos e um estupro em casas da zona sul de Bauru, no início do mês passado, vão aguardar julgamento na cadeia. Ontem, a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva para os quatro acusados, que foram presos no Parque das Nações com jóias e armas, dias após os crimes.

Várias das vítimas dos três roubos e a moça estuprada reconheceram os acusados. Além de levar jóias e dinheiro, em uma das casas invadidas, onde estava havendo uma festa, os ladrões chegaram a agredir uma das crianças presentes. Na outra, além do roubo, um dos ladrões arrastou uma moça que visitava a residência para a cozinha e a estuprou.

Dias depois, com a ajuda do serviço de inteligência, a Polícia Militar cercou a casa de Luiz Carlos Benício dos Santos Filho, 25 anos, e Tatiane dos Santos Magalhães, 23 anos, no Parque das Nações. Na residência, onde estavam os outros dois acusados, Yuri Correia, 27 anos, e Genildo Dias, 37 anos, os policiais localizaram quatro armas, muitas jóias, dinheiro e rádios HT sintonizados na freqüência da polícia.

A PM, que apurou que Dias era marinheiro em Santos, suspeitava que o grupo estava planejando outro roubo na cidade. Encaminhados à delegacia, Luiz Carlos foi reconhecido como autor do estupro e também, junto com os demais, autor dos assaltos. Os quatro foram presos temporariamente - os homens estão recolhidos na cadeia de Reginópolis e a mulher no presídio de Cabrália Paulista.

Durante o inquérito, como os quatro foram reconhecidos por vítimas dos três roubos e pela moça estuprada, o delegado Marcelo Haddad, titular do 3.º Distrito Policial, pediu a prisão preventiva. “O juiz e o promotor concordaram com a prisão preventiva e eles ficam na reclusão até a sentença final”, conta.

Haddad indiciou os quatro por roubo, porte ilegal de arma e formação de quadrilha e bando. Já Luiz Carlos, reconhecido como autor da violência sexual, e Genildo, que teria sido conivente com o ato, também vão responder por estupro. “Luiz Carlos foi reconhecido pela vítima e o Genildo estava presente no roubo que culminou com o estupro e teria sido conivente”, completa.