09 de julho de 2026
Polícia

637 presos saem para o Dia das Mães

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de 600 presos saíram, ontem, dos três presídios estaduais de Bauru - penitenciárias 1 e 2 e Instituto Penal Agrícola (IPA) - para passar o Dia das Mães com suas famílias. Eles conquistaram o benefício da saída temporária, que tem a função de reintegrá-los à sociedade.

A saída foi ontem às 6h e o retorno está previsto para até as 17h da próxima terça-feira, segundo o promotor de Justiça da Vara de Execuções Penais, Luiz Carlos Gonçalves Filho. De acordo com ele, do IPA saíram 527 dos 648 reeducandos que cumprem pena no semi-aberto.

Na Penitenciária 1 de Bauru, dos 930 presidiários, 42 conseguiram o benefício. Da Penitenciária 2 de Bauru, dos 903 detentos, 67 obtiveram o direito de passar o Dia das Mães com suas famílias. Segundo o promotor, os requisitos para a saída temporária foram ditados pela portaria 4/2002. “Dentre os requisitos o principal deles é que o preso tenha direito ao regime semi-aberto”, conta.

Mas existem outros critérios para a autorização, conta Gonçalves Filho. â€œÉ preciso que o requisitante tenha cumprido um sexto da pena no caso dele ser primário e um quarto da pena, no caso dele ser reincidente. O comportamento exemplar é outro requisito considerado na decisão”, ressalta.

Gonçalves Filho lembra que os presidiários que deixaram o presídio fechado são aqueles que têm o direito ao semi-aberto, mas que por falta de vagas continuam no fechado. O retorno dos presos deve acontecer até a próxima terça-feira.

Aqueles que não retornarem, segundo o promotor, têm sustado o regime semi-aberto e imediatamente é emitido o mandado de prisão. “Eles passam a ser procurados pela Justiça se não retornarem até a data prevista. Porém, alguns que não retornam no prazo estabelecido, se conseguirem apresentar justificativas comprovadas, podem ser incluídos na população carcerária sem perdas dos direitos”, frisa.

Nessa situação incluem, por exemplo, os presos que se envolvem em acidentes de trânsito e são internados. A saída provisória é como se fosse um teste aos presos que estão cumprindo o final da pena, conta o promotor. “Eles saem dos presídios para conviver com a família e mostrar que estão ressocializados”.