11 de julho de 2026
Geral

Beneficência adquire aparelho para fazer controle de diabete

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

O Laboratório de Patologia Clínica do Hospital Beneficência Portuguesa, em Bauru, adquiriu um equipamento de última geração utilizado para o controle de diabete. Em dez minutos, o aparelho analisa as oscilações do nível de glicose (açúcar) no sangue do paciente ocorridas durante os últimos três meses. O Diastat HbA1c é importado dos Estados Unidos e custou R$ 45 mil.

De acordo com o médico especialista em medicina laboratorial, João Batista Borsio Neto, os equipamentos convencionais mostram o quadro clínico do portador de diabete somente do momento em que o teste está sendo realizado.

Por isso, o novo aparelho é tão importante, porque o maior problema da doença, segundo ele, são as oscilações da taxa de glicose no sangue. Se no dia seguinte ao exame o paciente sofre uma alteração nesse quadro, o médico não consegue controlar. Com o resultado do novo teste, é possível fazer ajustes ao tratamento dos pacientes.

“Essas variações resultam em alterações muito importantes no organismo do diabético, afetando a vista, os rins e o coração. Se o indivíduo sabe que tem um nível de glicose razoável ao longo do tratamento, fica mais fácil controlar a doença sem essas complicações”, explica Borsio Neto.

Além de reduzir a probabilidade do aparecimento das complicações típicas da diabete para a saúde do portador da doença, a utilização do aparelho permite ao médico constatar se o paciente está realizando corretamente o tratamento em casa.

De acordo com o especialista em medicina laboratorial, a tecnologia de cromatografia líquida de alta performance (HPLC) do equipamento Diastat evita a interferência de alterações da temperatura ambiente sobre os reagentes utilizados no teste.

â€œÉ tudo automático. O recipiente com o sangue do paciente é introduzido no aparelho e, em dez minutos, ele emite um gráfico com as oscilações do nível de açúcar dos últimos três meses. Essa metodologia é a mais utilizada em grandes laboratórios no mundo todo”, ressalta Borsio Neto.

De acordo com ele, na Beneficência existem, atualmente, cerca de 450 portadores de diabete que fazem esse tipo de exame e que passarão a ser monitorados pelo novo equipamento. A expectativa do médico é que esse número aumente a partir de agora, já que o sistema do Diastat HbA1c é bem mais prático.

“Isso será maravilhoso para os pacientes porque, ao longo do tempo, as complicações decorrentes da diabete aparecerão cada vez mais tarde, já que a doença será muito melhor controlada”, observa Borsio Neto.

Podem utilizar o novo equipamento portadores de diabete que possuam qualquer um dos convênios atendidos pela Beneficência, como Unimed, Banco do Brasil, Banespa e outros. Na consulta particular, o exame custa R$ 35,00.

O que é

A diabete é uma doença crônica e incurável, porém, manejável. Segundo o Borsio Neto, o tipo mais comum da doença é o hereditário, chamado de diabete tardia. “Quem possui antecedentes diabéticos na família, por parte de mãe ou pai, deve ficar de sobreaviso porque, provavelmente, em alguma fase da vida desenvolverá a doença. Geralmente, isso ocorre a partir dos 45 anos de idade”, afirma.

Outro tipo é chamado de diabete juvenil, que acomete crianças e é decorrente de infecções ou doenças auto-imunes, que não têm nenhuma relação com antecedentes familiares.

Existem ainda a diabete medicamentosa e a gestacional. Neste último caso, a doença aparece somente quando a mulher está grávida e ocorre porque o pâncreas não produz quantidade suficiente de insulina para “queimar” a glisose do organismo da mãe e do bebê.