09 de julho de 2026
Polícia

Calheiro é assassinado com quatro tiros na zona rural

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

O calheiro Luiz Carlos Caldeira, 37 anos, foi encontrado morto na tarde de ontem, em um matagal no bairro rural de Kirilândia, em Bauru. A princípio, a polícia descarta a hipótese de latrocínio, já que nem o veículo e nem os pertences da vítima foram levados.

Caldeira trabalhava numa empresa de calhas. De acordo com o proprietário da loja e do veículo que estava em poder da vítima (uma caminhonete branca), Edson Mateus, o calheiro saiu por volta das 9h30 de ontem para fazer um orçamento nas proximidades da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Depois das 13h, Caldeira ainda não havia retornado à empresa.

Como o seu celular não estava respondendo às ligações, Mateus resolveu acionar a polícia. “Uma pessoa passou pelo local, viu a caminhonete abandonada e ligou para me avisar”, salienta o empresário.

O corpo de Caldeira foi encontrado pela Polícia Militar (PM) com quatro tiros, provavelmente dados pelas costas, caído no meio do mato, distante 50 metros da caminhonete da empresa, que ficou atravessada no meio da estrada de terra.

Segundo informações do tenente Flávio Kitazume, comandante da Base Sudeste da PM, os policiais seguiram um rastro deixado na estrada de terra para chegar até o corpo. “Haviam marcas que partiam da caminhonete até o matagal”, explica.

Todos os pertences de Caldeira estavam no veículo, como carteira com dinheiro e telefone celular. “Não levaram nada do rapaz, o que nos levar a supor que ele caiu numa cilada”, salienta o delegado do 4.º Distrito Policial (DP), Dinair José da Silva.

Ele destaca que uma testemunha teria visto Caldeira encontrar uma pessoa em um estabelecimento em frente à Unesp. De lá, os dois teriam saído em direção ao Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet).

Ainda não se sabe se Caldeira foi morto no local ou se o assassino apenas teria jogado o corpo dele no matagal. “Estamos levantando todas as hipóteses”, diz o delegado.

Edson Mateus conta que o calheiro trabalhava em sua empresa há quatro meses e que nunca tinha dado nenhum tipo de problema. “Ele era um bom funcionário. Sempre quando se atrasava em um compromisso, ele costumava nos avisar”, ressalta. De acordo com o empresário, Caldeira era solteiro.

A Polícia Técnica esteve no local e recolheu diversos objetos para anexar ao inquérito, que foi aberto para apurar as causas da morte. Entre eles, o espelho retrovisor da caminhonete, que continha impressões digitais; uma peneira e uma brocha, que estavam na carroceria do veículo, além de um pedaço de camisa encontrado no cabine do carro.

“O assassino não deve ter agido sozinho. Ele premeditou o crime e deixou muitos indícios no local”, destaca o delegado.

O caso será investigado por policiais do 4.º DP e da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra).