10 de julho de 2026
Política

Laudo acusa 'lesão leve' contra dirigente sindical


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O incidente registrado entre a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), Idelma Alcântara, e policiais militares, no último dia 25, resultou em uma “lesão de natureza leve”, segundo laudo de exame de corpo de delito feito pela Polícia Técnico-Científica.

O dia 25 de abril foi escolhido pelos dirigentes sindicais e pelos servidores para uma paralisação de protesto contra a Administração Municipal. A dirigente sindical estava na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Santa Maria, na Vila Cardia, quando ocorreu o incidente.

Ela conta que estava na unidade escolar com o objetivo de informar aos professores e pais de alunos sobre o movimento de paralisação. Logo depois que os docentes decidiram aderir ao movimento, uma viatura da Polícia Militar chegou ao local.

Segundo Idelma, os policiais militares lhe pediram documento de identificação para registrar boletim de ocorrência. “Perguntei a eles quem havia chamado a polícia. Eles não responderam e chamaram reforço policial.”

Ela foi acusada pelos PMs de dificultar o registro do BO, que decidiram, então, fazer o boletim no 3.º Distrito Policial. A sindicalista seguiu para o DP na viatura da PM. “Ao me encaminhar para a viatura, o policial foi truculento. Ele me agarrou pelo braço direito e, com a ajuda de um outro PM, me empurrou para dentro da viatura”, relata.

O delegado Ismael Cavalieri, responsável pelo caso, determinou que a dirigente sindical passasse por exame de corpo de delito. O laudo aponta que houve um “hematoma em face interna, terço médio do braço direito, provocado por instrumento contundente”.

Idelma critica o tratamento dispensando pela Polícia Militar àqueles que defendem os trabalhadores. “Concordo que os PMs devem acompanhar as manifestações, mas não de forma truculenta.”

Inquérito

O comandante da 1.ª Companhia da Polícia Militar, capitão Benedito Roberto Meira, disse que será instaurado inquérito policial militar para apurar o caso e constatar se houve abuso por parte do PM.

“Numa apuração preliminar, ficou constatado que houve resistência da sindicalista em se identificar e não fazer o boletim de ocorrência na delegacia. Se o policial errou, ele será punido. Caso contrário, o PM terá o direito de acionar a sindicalista na Justiça”, explica.