09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Estação ferroviária


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É louvável a preservação do patrimônio público, pelo órgão competente existente na cidade. Mas até que ponto?

O que não podemos entender é esse mesmo órgão contrariar o saneamento de uma área “Praça Machado de Mello”, o pagamento do passivo trabalhista de centenas de ferroviários, com imposições de preservação, creio eu sem a lembrança de alguns fatos:

1. Com a privatização da RFFSA, o comércio das primeiras quadras do Calçadão sofreu uma redução drástica... 2. Com a diminuição do movimento no local, concentrou-se um contingente excluído, visto o aumento crescente do desemprego... 3. Nas fortes chuvas, toda a Estação é inundada, posso do elevador, Gare, o túnel para acesso a outras plataformas para embarque, até as linhas da esplanada ficam cobertas de água... 4. Porque a calha do rio é alta, não permitindo a vazão das águas pluviais... 5. É necessário repensar e liberar essa “negociação”, em detrimento ao acerto principalmente do passivo trabalhista, que está vinculado a ela e aguardado por centenas de ferroviários...

Será que a Comissão de preservação, na época das fortes chuvas, tem a intenção de praticar mergulho dentro do túnel, de uma plataforma a outra?

Será que pelo menos essa Comissão não começará a pensar em Bauru como “macro”, e não como sempre se pensou, em “micro?”, Visto a vagarosidade em que se desenvolve a cidade?...

Ou será que é para manter uma “mídia” permanente!?...

Devemos sim considerar que a modernidade deve preservar o antigo, mas esse antigo nunca impedir o desenvolvimento dessa modernidade e progresso...

Com certeza muitos bauruenses têm essa mesma opinião, e fico por aqui... (José Carlos Molina Dezotti, engenheiro - engmolina@uol.com.br - RG. 8.581.762-4 - CREA 0601031201)