09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

Pescaria na Flórida: opção para as férias

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 5 min

Você é um apaixonado por pescaria, mas optou por viajar para a Flórida, nos Estados Unidos, com a família. Fique tranqüilo. O estado americano está muito bem preparado para aqueles que pretendem aproveitar pelo menos um dia de pescaria em mar aberto. Aproveitem todos os programas turísticos e reserve uma data para o seu prazer.

Os preços acompanham os interesses do pescador e as espécies mudam de acordo com a região. Com apenas US$ 3,00 é possível fazer uma pescaria em algum pier localizado nas praias da região. Porém, nesses casos é necessário estar preparado com toda a tralha para a pesca em água salgada.

Uma pescaria mais sofisticada pode ser feita em Miami ou no sul da Flórida, nas famosas Keys. Nesse caso, um dia de guia, com tudo incluído, custa US$ 400,00 e corresponde a oito horas de pescaria em barcos equipados e totalmente preparados para a pesca de tarpons, bonefishes, permits, robalos e outras espécies esportivas.

Uma terceira opção são os barcos de pesca em mar aberto. Com capacidade para atender cerca de 45 pescadores, a embarcação oferece guias, equipamentos e iscas. Adultos pagam US$ 30,00 e crianças US$ 20,00. Você pode optar por pesca diurna ou noturna e há várias opções de embarcação.

A repórter acompanhou o barco Helen, durante um dia de pesca na região de Fort Lauderdale, no mês passado. Com saída às 13 h de Pompano Beach, a pescaria previa quatro paradas em mar aberto. Cerca de 20 pescadores amadores dividiam o espaço. Entre eles, três mulheres e uma criança.

Até a chegada ao primeiro ponto de pesca, aproximadamente 30 minutos de navegação, é possível conferir a paisagem e trocar informações com outros pescadores, alguns marinheiros de primeira viagem, turistas e americanos da região. Brasileiros também marcavam presença, como Marcus Marques, que vive há 18 anos na Flórida, e sempre leva para o passeio o neto Adriano Bueso, 5 anos, Miguel Bueno Costa e Maria Cristina Mathias, que visitavam o sudeste da Flórida pela primeira vez.

O brasileiro naturalizado americano conta um pouco de sua vida na terra do Tio Sam e lembra com saudade do Brasil. “Eu já estou me preparando para ir ao Brasil durante a Copa. Aqui vivem muitos brasileiros, principalmente mineiros, mas os jogos quero comemorar lá”, brinca Marques. Ele nasceu em Recife, Pernambuco, e trabalha como mecânico nos EUA. “Também sou piloto e tenho uma fábrica de artigos em couro no Brasil.”

Acompanhado do neto Adriano, que possui três nacionalidades (brasileira, americana e mexicana), Marques sempre vai pescar. “Eu trabalho demais e preciso relaxar um pouco”, diz. Sem muita preocupação se vai pegar peixes, seu objetivo é estar em contato com o mar e passar momentos agradáveis.

Um dos fatores que colaboram para a freqüência de pescadores, além de pescar, é a comodidade. Cada pescador tem direito a um equipamento com carretilha e recebe todas as orientações dos guias de pesca. Eles colocam a isca no anzol, tiram o peixe e, o principal, desfazem as cabeleiras. Como o passeio atrai um público diversificado, era comum encontrar John W. Young, um dos guias da embarcação, orientando sobre a forma correta de iscar e desfazer os embarços da linha com bastante facilidade.

Iscas ao mar

No primeiro ponto de pesca, orienta o capitão, os peixes se encontram a 25 a 30 metros de profundidade. Todos ansiosos para iniciar a pescaria, lançam as iscas e esperam a fisgada. Minutos antes, os pescadores fazem apostas: primeiro peixe do dia, maior quantidade e maior exemplar. Em outros pon tos, a profundidade passa de 100 metros e a orientação do guia é liberar bastante linha.

É curioso e bonito observar os 20 pescadores, no mesmo lado do barco, todos com suas linhas na água. A sensação é que à primeira fisgada irá ocorrer um tragédia: as linhas vão se enroscar. Mas isso não acontence. Durante todo o dia de pescaria, em raros momentos uma linha enroscou em outra.

A sardinha era o prato principal e os peixes apreciaram o cardápio. Várias vezes o anzol retornava com uma sardinha aos pedaços ou vazio. Os peixes foram mais rápidos que o pescador. Nessa rotina, que mesclava momentos de atenção e euforia, eles embarcavam seus peixes: king fish, yellow tail snapper (olhete), mutton snapper (cioba ou caranho-vermelho), red snapper (pargo), grouper (garoupa). O pescador pôde levar todos os exemplares que fisgar, com exceção daqueles que não atingiram o tamanho mínimo da espécie. Esses, rapidamente foram devolvidos ao mar.

O guia John Young explica que o Helen sai para pescarias todos os dias da semana, modificando seu roteiro de acordo com a época do ano. “No verão, buscamos locais mais rasos, onde estão os cardumes. Já no inverno, seguimos para águmas mais profundas”, comenta Young.

Alguns pescadores não se preocupam em levar o peixe, outros escolhem suas espécies preferidas. James é americano, vive em Pompano Beach e sempre vai pescar. Durante o dia, ele escolheu dois exeplares que serão preparados assados.

Já Russel Reade, de Deerfield Beach, mostrou muita habilidade e experiência. Em todas as paradas, ele era o pescador recordista. “Tenho preferência por yellow tail snapper (olhete) e grouper (garoupa), mas hoje peguei até um baiacu”, brinca o pescador.

Ao final da pescaria, o grupo recolhe suas linhas e se prepara para desembarcar. No trajeto de volta, é possível conferir a beleza de Fort Lauderdale e suas praias. São quase 30 minutos de tranqüilidade, ao som das ondas do mar e do ronco da embarcação. O Helen chega em Pompano Beach e se prepara para mais uma saída. Os pescadores desembarcam com suas histórias para contar.

Serviço

A embarcação Helen pode ser encontrada em Pompano Beach, Flórida. O telefone é (954) 941-3209.

* A repórter viajou com o apoio da Adventure Travel, Aventura, Ecoturismo e Viagens