11 de julho de 2026
Política

Ex-secretário de Segurança desconsidera críticas

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-secretário de Estado da Segurança Pública, Marco Venicio Petrelluzzi, garante que não está preocupado com as cobranças e críticas da oposição em relação ao seu desempenho no período em que ocupou a pasta. Ontem, ele se reuniu com a cúpula da Polícia Civil de Bauru e região para lançar sua pré-candidatura a deputado federal pelo PSDB .

Petrelluzzi afirma que para falar sobre segurança pública é preciso ter “autoridade moral”. O crescimento do índice de criminalidade no Estado tem sido mote de campanha dos ex-governadores Paulo Maluf (PPB) e Orestes Quércia (PMDB).

“Essas figuras tiveram gestões catastróficas na área de segurança pública. E nós viemos acolher aquilo que eles plantaram.” O ex-secretário diz que no governo de Paulo Maluf não se construiu uma vaga de presídio.

“Também não se comprou um colete a prova de bala para a polícia, não se fez investimentos em viaturas. Tenho capa de jornal que mostra que policial não tinha nem algema naquela época.”

Petrelluzzi garante, ainda, que o salário dos policiais naquela época foram os mais baixos da história da corporação. “Ele (Maluf) vem com essa conversa de dureza, de força, que todo mundo conhece e sabe que é falsa. Não me preocupo com isso.”

Cobrança

O ex-secretário de Segurança Pública do Estado cobra do Governo Federal mais investimentos no setor. Segundo ele, a União não chega a investir 2% de seu orçamento na área, constituída pelas Polícias Federal e Rodoviária.

“Precisamos ter um percentual a ser gasto na segurança pública, assim como temos um percentual para se gastar com saúde e educação. Senão vai chegar uma hora que não teremos mais dinheiro.”

Petrelluzzi diz que os Estados aplicam uma média de 10% de seus orçamentos no setor. “Podemos aumentar. E acho que o Governo Federal tem que entrar com uma parte importante. Não adianta a União simplesmente aumentar a Polícia Federal. É mais fácil o Governo Federal criar condições para que seus repasses aos Estados na área de segurança sejam mais eficientes.”

Ele defende a criação de fontes alternativas de recursos para a manutenção da segurança pública. “Eu sou defensor da teletaxa. Ela foi criada nos Estados Unidos para fazer frente a despesas de segurança. Despesa de segurança é muito cara. Aumenta a tecnologia e a segurança fica mais cara. Vou defender que o governo, em nível nacional, caminhe nessa direção.”

A unificação das Polícias Civil e Militar, já aprovada pela Comissão de Segurança do Congresso Nacional, também foi abordada por Petrelluzzi. Ele acredita, no entanto, que o congresso não deverá votar o projeto até o final deste ano.

“Acho muito difícil porque é uma emenda constitucional. Acho que foi mais uma resposta a um clamor público do que propriamente uma decisão que dará resultado. Nós precisamos fazer uma reforma na área de segurança que seja sistêmica. Não adianta fazer remendo aqui e remendo acolá.”